Governo quer comemorações nacionais dos 900 anos da Batalha de São Mamede
Direitos
de autor pertencem à Grã Ordem Afonsina
O
jurista que preparou o processo e os três associados, desde 2011, passaram a
celebrar duas das datas mais simbólicas da nossa história, nos dias que a
tradição consagrou, na ausência de novos e irrefutáveis factos científicos:
1111 e 1128, respetivamente o ano do nascimento de D. Afonso Henriques e da
Batalha de S. Mamede, “a primeira tarde portuguesa”. No século XX, o
Largo do Toural, em Guimarães, escreveu no seu amplo chão: MCXI. E
na Muralha que serve de defesa ao Centro Histórico foi colocada a legenda que
proclama: Aqui nasceu Portugal.
Criminosamente, na voragem do poder político local, nos inícios do século XXI, essa data histórica foi apagada do chão do Toural, que esbanjou muitas centenas de milhares de euros. Empobreceu o amplo palco festivo da cidade Berço, reduzindo a cinzas a mais sugestiva prova histórica de que o século vinte e um, em 2009 foi reduzido a 98 anos de duração. Ou seja: o país passou a andar «manco» e, nem a Academia Portuguesa de História conseguiu trocar a tradição pela veracidade, nem a comunidade científica se esforçou por convergir, em torno dos nove séculos de Portugal. Não fora a Grã Ordem Afonsina e, ainda hoje, não haveria qualquer movimento cívico, cultural ou económico, para agilizar e dignificar a celebração de dois dos maiores eventos da Nação Portuguesa: o nascimento do Rei Fundador (em 25 de Julho de 1111) e o nascimento de Portugal na Batalha de S. Mamede.
Retomo
a alusão à Grã Ordem Afonsina (GOA) e aos quatro vimaranenses que oficializaram
esse movimentos, primeiro para alertar a
comunidade histórica da Portugalidade de que não há tempo a perder para
mobilizar, dentro e fora do país, as demarches,
as sensibilidades e os meios físicos e humanos para que, no dia 24 de Junho de
2028, as comunidades lusófonas comemorem, condignamente, essa epopeia mundial.
Foi
dia 13 de Fevereiro de 2019 que esses quatro cidadãos deram o pontapé de
partida para a maratona que agora, sete anos depois, já com outro executivo
autárquico na cidade berço, assumiu os compromissos que desde há sete anos a
GOA reclamava. A árdua azáfama Vimaranense que, durante estes anos, mendigou
direitos e promessas, sempre adiadas, agora que começa a frutificar, deu azo a
que «olheiros profissionais» reclamassem autorias alheias que, tarde e mal, se
esclarecem.
Governo cria Alto Comissariado para comemorar os 9 séculos
O
Governo vai criar um Alto Comissariado em Guimarães no âmbito da comemoração
dos 900 anos da Batalha de São Mamede, a celebrar em 24 de Junho de 2028.
A
revelação foi feita dia 13 de fevereiro pelo Presidente da Câmara local, no
jantar que assinalou os sete anos da Grã Ordem Afonsina. Ricardo Araújo frisou
a promessa da Ministra da Cultura de que a efeméride será assumida como
celebração nacional. E que Guimarães aproveitará para promover a sua ligação à
fundação da nacionalidade portuguesa.
O
Presidente da GOA, Florentino Cardoso, considerou ser uma "boa notícia
de aniversário. Ficámos muito satisfeitos com a presença do senhor Presidente,
porque sentíamos, de facto, a carência deste apoio institucional a tudo aquilo
que a Grã Ordem Afonsina têm vindo a fazer, porque desde muito cedo começou a
alertar para a necessidade de Guimarães começar a preparar a comemoração dos
900 anos e, sobretudo, com o objectivo de que não fosse apenas uma festa, passo
a expressão, doméstica, que fosse uma festa nacional e até internacional".
“O que foi feito até agora foi insuficiente, com todo o respeito por aquilo que tem sido feito, designadamente, a Comissão Científica, todas as comissões que têm sido anunciadas. Sem querer menosprezá-las, acho que era preciso, de facto, olhar para as comemorações com outro alcance, e o Alto Comissariado criado pelo Governo garante que será uma comemoração nacional”.
A
decisão foi tomada no Conselho de Ministros de 12 de Fevereiro, pois “a
preservação e divulgação da memória histórica da batalha de São Mamede
contribui para o reforço da consciência cívica e para a promoção dos valores
fundadores do Estado Português e que o programa do XXV Governo Constitucional
prevê a criação de um comissariado nacional para reafirmar o seu compromisso
com a preservação da memória dos 900 anos da Batalha de São Mamede (1128) como
uma das datas precursoras da fundação da nacionalidade portuguesa, importa
promover iniciativas comemorativas que evoquem este relevante acontecimento
histórico e que contribuam para a preservação da memória coletiva e dos valores
que sustentam o Estado Português”.
O
Governo vai nomear nove comissários, sendo o comissário geral designado pela
ministra da Cultura, um pelo ministro da Defesa Nacional, três a indicar pela
Assembleia da República, e a Câmara de Guimarães e a Universidade do Minho a
nomearem um cada.
Os
restantes comissários representam a Academia Portuguesa da História, a Comissão
Portuguesa de História Militar, a Sociedade Histórica da Independência de
Portugal, e um representando a entidade gestora da “Rota do Românico”.
João Miranda
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