O Grupo Cultural Aquae Flaviae vai lançar o número 71
da sua Revista no dia 22 de Janeiro às 17:30h, no Auditório da Biblioteca
Municipal de Chaves, em sessão presidida pelo Presidente da Câmara Municipal
local. Mais uma edição que visa legar às gerações futuras a pegada histórica,
herança de antepassados, em valores patrimoniais, materiais e imateriais, que é
necessário preservar e difundir. Eis os trabalhos que compõem este número:
Assinala-se o bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, escritor de avultada e valiosa produção literária, muita dela inspirada no espaço geográfico do Alto Tâmega, nomeadamente em Ribeira de Pena, Chaves e Boticas. O volume inicia com dois trabalhos em homenagem ao 12º Visconde de Correia Botelho, título que lhe foi concedido por D. Luís. O primeiro, da autoria do director da Revista "NUMISMÁTICA", Jaime M. M. Ferreira, é um estudo inédito sobre «200 Anos sobre o nascimento de Camilo (1825) e 135 Anos sobre a sua morte (1890)» onde o autor descreve e apresenta, em imagens, toda a Medalhística e Numismática que ao longo dos anos foi produzida, em homenagem a Camilo. O segundo trabalho é "Como ela o amava", um conto de Camilo Castelo Branco, conto que figura na obra «Noites de Lamego», editada em 1863. Mais que um conto, é uma página inesquecível da memória de Basto, essa região ribeirinha do Tâmega.
Em seguida pode ler-se a investigação sobre «Os
dólmenes do Alvão (Vila Pouca de Aguiar) e o seu intrigante espólio
arqueológico», assinada por Albertino Sousa, evidenciando o ancestral
povoamento da serra do Alvão.
«Entre Ideais e Resistências: da Revolução de 1820 à
Consolidação da Nova Ordem Liberal em Portugal» de José Alfredo Faustino, é o
texto seguinte que evidencia como os populares de Chaves, juntamente com os
militares do Regimento de Cavalaria 6, defenderam a Revolução Liberal e o
Governo Supremo do Reino.
Depois de um texto sobre a «Comissão instaladora do
Museu Regional e Biblioteca Erudita» de Chaves, nomeada pela Câmara Municipal
em 1929; insere-se a importantíssima iniciativa da fundação da Escola do
Magistério de Chaves, de João Barroso da Fonte, empolgado protagonista da
dinâmica dessa fundação, conjuntamente com Miguel Pinto dos Santos e José
Henrique Rodrigues Dias. Testemunho esse, constante do trabalho intitulado
«Histórico da Escola do Magistério Primário em Chaves». Árdua diligência que
frutificou e se transformou em Pólo Universitário e, posteriormente, foi
assumindo outros desígnios.
Também José Luís Castor participa neste número da
Revista com um trabalho alusivo ao topónimo Chaves sob o título
«Alternativa disruptiva para Chaves», no qual alude à tomada desta vila pelos
irmãos Chaves e associa o símbolo falante da cidade a variadas localidades.
Este número 71 encerra com uma biografia de «António
Cirurgião, Ilustre Cidadão Português de Soutelinho da Raia».
A Revista Aquae Flaviae é dirigida por Maria
Isabel Viçoso, que preside ao Grupo Cultural flaviense.
João Pedro Miranda
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