terça-feira, 16 de dezembro de 2025

O candidato que mais experiência política deu ao país

 

Durante esta campanha nacional para a eleição do futuro Presidente da República, os portugueses da minha geração têm mais argumentos para ajuizar do que aqueles que nasceram depois. É óbvio. O voto tem o mesmo valor desde que se passa a ter o mesmo direito. Ninguém nasce ensinado. A liberdade tem o dever moral de ser diferente do dever jurídico. Aqueles têm mais força porque têm o suporte na visão, na audição e na experiência. A estoutros faltam a incidência da experiência, do contacto e da visualização.

Portugal vai celebrar, em 24 de Junho de 2028, os 900 anos da “primeira tarde Portuguesa”. Nasceu aí, na sequência da vitória dos defensores da autonomia portucalense, liderados pelo jovem Afonso Henriques, contra as tropas de sua mãe D. Teresa, apoiada pelos ambiciosos condes galegos Peres de Trava. A vitória na batalha de S. Mamede assinala o nascimento de Portugal. Desde aí até ao presente, decorreram 897 anos.


O próximo ato eleitoral vai eleger o Presidente da República Portuguesa. Que eu saiba ainda nenhum candidato trouxe aos debates este acontecimento histórico. A nação mais antiga dentro da União Europeia é Portugal. E este dado deverá ser preocupação imediata do próximo Chefe de Estado e do Ministério da Cultura.

Portugal, enquanto estado-nação com fronteiras contínuas e uma identidade nacional definida, tem a sua fundação tradicionalmente reconhecida com o Tratado de Zamora em 1143, quando Afonso VII de Leão e Castela reconheceu D. Afonso Henriques como o primeiro rei de um reino independente. Este estatuto foi posteriormente confirmado pelo Papa Alexandre III em 1179, através da Bula Manifestis Probatum

Será uma pena se, em 2028, os historiadores portugueses ainda não tiverem oficializado as mais simbólicas datas nacionais. Nesta campanha eleitoral para eleger o mais alto magistrado da Nação, congregaram-se diversos fatores de vária natureza. O meio século de vivência e de convivência social e política, com este ato eleitoral, já marcado para 18 de Janeiro, resultou de imprevistos que estão já em franca campanha.

Atualmente os eleitores têm beneficiado do uso massivo das redes sociais confrontando as diferentes ideias e tendências para se confrontarem entre si com vista à vitória do seu candidato favorito a chefe de Estado.

Cada eleitor que queira manifestar-se, em público, acerca do «seu» candidato, poderá fazê-lo. Eu próprio já o fiz e tenho-me confrontado com algumas leituras que faço com aquilo que vou lendo e ouvindo.

No dia 30 de Novembro li, num jornal regional que se edita em Trás-os-Montes, um texto sobre a experiência política de alguns candidatos. Um conceituado jornalista, que desde há muitos anos leio mas não conheço pessoalmente, desenvolveu meia página em torno de três candidatos que cito, por ordem alfabética: Almirante Henrique Gouveia e Melo, António José Seguro e Luís Marques Mendes. Eis alguns trechos desse artigo:

«Um tema verdadeiramente batoteiro, porque Luís Marques Mendes ou António José Seguro, por exemplo, antes de ascenderem a lugares da soberania não dispunham de uma qualquer carreira profissional que determinasse, indiscutivelmente, tais escolhas.»

«Em primeiro lugar o Almirante mostra-se preocupado com os portugueses e com o país. Não será um presidente que atue como mero figurante...»

«António José Seguro tem até um currículo superior ao de Luís Marques Mendes: foi secretário de estado, ministro, deputado à Assembleia da República e eurodeputado, e é licenciado, mestre e doutor, tendo exercido, durante anos, funções académicas em Lisboa. Objetivamente, António José Seguro tem, nestes últimos domínios, uma qualidade que Luís Marques Mendes nunca teve a oportunidade de mostrar, ou não o quis fazer.»

«E a grande e reconhecidíssima verdade é que Luís Marques Mendes nunca teve qualquer experiência política internacional, havendo que ter presente a situação que hoje se vive ao nível da paz e da guerra no domínio mundial. Em boa verdade, António José Seguro sempre teve alguma, enquanto eurodeputado».

«Foram escolhidos [Seguro e Marques Mendes] por estarem nos seus partidos e por via das naturais e sempre presentes simpatias pessoais, porque se não estivessem no mundo partidário, quase com toda a certeza, não teriam sido escolhidos.»

 

Nota final:

A propósito disto perguntámos à Inteligência Artificial:

- Qual dos candidatos à presidência da república tem mais experiência e tempo na política?

Eis a resposta, ipsis verbis:

«Nas eleições presidenciais portuguesas previstas para 2026, Luís Marques Mendes e António José Seguro são os candidatos com maior e mais duradoura experiência política e tempo em funções governamentais e partidárias.

- Luís Marques Mendes (68 anos) é um "homem que já foi tudo no PSD", tendo ocupado várias pastas ministeriais e cargos de liderança partidária ao longo de décadas. A sua experiência abrange múltiplos governos e períodos no parlamento, sendo um político de carreira com um currículo vasto.

- António José Seguro tem uma longa carreira no Partido Socialista, onde foi secretário-geral e ocupou diversos cargos governamentais e parlamentares. A sua trajetória política também se estende por várias décadas. 

Outros candidatos, como André Ventura, têm tido um percurso mais recente na política nacional, mas com uma ascensão rápida. O Almirante Gouveia e Melo, por outro lado, tem um perfil mais militar e de gestão, com menor experiência na política partidária tradicional. 

A questão da "experiência política" é, inclusivamente, um dos temas centrais dos debates entre os candidatos, com Marques Mendes a afirmar que é um fator decisivo para o cargo de Presidente da República

 

Barroso da Fonte

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