A ETAR da minha aldeia e tantas outras – As ETARs foram uma forma de melhor tratar os efluentes resultantes das aglomerações humanas. Normalmente, nos grandes aglomerados populacionais os tratamentos desses efluentes são tratados com rigor. Nos pequenos aglomerados nem sempre acontece.
Um dos sintomas de que se podia fazer algo mais é quando uma zona fica mais pestilenta ou irrespirável. Outra situação que se verifica é muitas das mini-ETAREs ficarem muito próximas ou dentro dos povoados, com prejuízo da qualidade de vida dos seus habitantes. Alguns municípios e as empresas adjudicantes tratam os habitantes de algumas aldeias como se fossem habitantes de quinta linha. Por exemplo, em Lebução, Valpaços, a ETAR foi instalada próxima de uma fonte pública, junto a uma bela pequena zona de lazer e de repouso e entalada entre dois bairros, quando o bom senso e a geografia aconselhavam que fosse erguida 250 metros mais abaixo e já não incomodava. Mas, pouparam-se uns metros de conduta de efluentes e lá está a mesma pestilência a quase toda a hora. Depois era preciso saber quem fiscaliza o funcionamento destas ETARs, porque a da minha aldeia tem tido duas tampas dos influentes sistematicamente abertas e os cheiros nauseabundos espalham-se pela zona. A quem compete fiscalizar estas situações para minorar estes ares fétidos e perto das casas?

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