sábado, 24 de junho de 2023

Mercenários Wagner marcham para Moscovo


Em 2017 publicámos neste espaço um ensaio sobre a 
Literatura de resistência ao totalitarismo soviético, ensaio também publicado AQUI, no blogue Delito de Opinião, dirigido pelo jornalista Pedro Correia.

Desde o início desta invasão da Ucrânia por parte da Rússia, sempre intuímos que Putin tinha intenções expansionistas, cujo objectivo seria restabelecer o antigo império soviético. Conquistaria Kiev, ali colocaria um governo fantoche e se a coisa lhe corresse bem, apenas pararia em Berlim ou Paris. Ao longo deste ano o fomos afirmando neste espaço.

Quando da invasão da Crimeia em 2014, Vasco Pulido valente escreveu aquele célebre artigo no Público, onde fez o retrato do autocrata russo. E agora a propósito da sublevação do grupo Wagner, Zelensky, aponta, de novo, para as intenções de Putin, quando refere 1917:


Володимир Зеленський

@ZelenskyyUa

Everyone who chooses the path of evil destroys himself. Who sends columns of troops to destroy the lives of another country and cannot stop them from fleeing and betraying when life resists. Who terrorizes with missiles, and when they are shot down, humiliates himself to receive Shahed drones. Who despises people and throws hundreds of thousands into the war, in order to eventually barricade himself in the Moscow region from those whom he himself armed. For a long time, Russia used propaganda to mask its weakness and the stupidity of its government. And now there is so much chaos that no lie can hide it. And all this is one person, who again and again scares by the year 1917, although he is able to result in nothing else but this. Russia's weakness is obvious. Full-scale weakness. And the longer Russia keeps its troops and mercenaries on our land, the more chaos, pain, and problems it will have for itself later. It is also obvious. Ukraine is able to protect Europe from the spread of Russian evil and chaos.


O Grupo Wagner, comandado por Yevgeny Prigozhin sublevou-se ontem. O seu exército privado cruzou a fronteira russa na região do Rostov, sul do país, e disse estar disposto a “ir até ao fim” . Ou seja, contra o comando militar do país.












Uma de duas: ou Putin repõe a ordem e Prigozhin acaba aqui a sua carreira, ou a Rússia, como diz o chefe do Grupo Wagner, irá ter um novo presidente.

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