segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Barroso da Fonte completou 84 anos de idade


                                                         https://maisguimaraes.pt/barroso-da-fonte/

Dia 23 de Janeiro completou 70 anos de Jornalismo ininterrupto. Ontem (19)  completou 84 de idade.

O nosso fraterno abraço transmontano, para esta lenda das letras transmontanas.

O seu percurso de vida é singular. Bairrista e acérrimo defensor de tudo o que cheira a Trás-os-Montes e Alto Douro.

Nasceu em Codeçoso - Montalegre.


2 comentários:

  1. ...Um dos meus grandes problemas é assentar-me à mesa e ter que estar à espera que o acaso me traga motivo para escrever a crónica da semana. Não costumo escrever por prazer, nem tão pouco por rotina. Parece-me uma obrigação vocacional, cumprir esta ânsia de procurar no tempo o assunto que magnetiza a minha vontade. Nunca tive pretensões a ser original na arte de escrever, nem tão pouco a ser mestre da mesma arte. Habituei-me a por o melhor de mim, na imitação dos que nasceram para apóstolos das letras e bafejado por esse princípio, procuro dar o máximo das minhas possibilidades. Em contra-partida, conto já com a adversidade dos que na retaguarda, me alcunham de pretencioso, trivial, contraditório. Há sempre quem goste de atacar os fracos, precisamente por reconhecerem que estão desarmados. Eu, que me habituei a valorizar os homens pela súmula das suas possibilidades e não pelo elenco dos seus haveres, defendo os que reagindo contra os acanhados, limites de que a natureza os dotou, se desarmadilham das peias hostis; e persiga os que mimoseados pelo destino, se empenham em combater os inválidos. Nesta guerra constante de defender uns e atacar outros, consiste a parte mais difícil de vitoriar. ... ...
    (... )
    Barroso da Fonte - In Crónicas do Tempo da Guerra

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  2. PENSEI ESCREVER UM POEMA

    Pensei escrever um poema
    com esta cor pálida
    da tarde a diluir-se
    enquanto as pretas se ajeitam
    com esses mantos multicolores
    falando uma linguagem
    que pasma os cães
    e faz rir os estrangeiros.

    Há neste entardecer
    uma alma poética
    que faz versos da terra
    e gestos simétricos
    da sombra dos imbondeiros.

    Gosto de ver o céu azul
    pintado do sorriso dos pretos
    em tardes habituais
    nesta terra de palmeiras, capim e mandioca.

    Este poema que pensei escrever
    com palavras e gestos
    tirados do tempo
    é um salvo-conduto
    para a minha posteridade.

    Filiei-me nesta raça primitiva
    e quero perpetuar o seu primitivismo

    Porque não enxertar as árvores estéreis
    se podem dar bons frutos
    para matar tanta fome?

    (É preciso Amar as Pedras) -In Trinta Anos de Poeta

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Os melhores alunos são os que dão erros.

 

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