A visita de Nancy Pelosi a Taiwan
durou menos de 24 horas e terminou com uma reunião com a chefe de Estado da
República da China, Tsai Ing-wen.
Ora em que se caracteriza esta visita?
A uma atitude que a congressista teve em 1991 quando visitou a Praça Tiananmen e aí criticou o regime chinês. Dois
anos depois de os manifestantes chineses (estudantes!) terem sido duramente
reprimidos pelas forças do Partido Comunista na Praça Tiananmen (Praça da Paz
Celestial), em Pequim, Nancy Pelosi (então deputada na Califórnia) visitou a
capital chinesa. Driblando a sua própria escolta oficial, Nancy e outros dois
parlamentares americanos foram para a praça da cidade sem a permissão de seus
anfitriões chineses. Ali exibiram uma pequena faixa pintada à mão que dizia:
"Para aqueles que morreram pela democracia na China".
Contudo, os chinocas de Xi Jinping entenderam que a América com esta visita da congressista a Taiwan (que o presidente Biden não poderia impedir, porque a América é uma democracia) estava a colocar em causa a integridade territorial da China Comunista! E, perante tal, estão agora, a fazer essa figura TRISTE de treinos militares, lançando misseis em águas territoriais japonesas, etc, etc., como cão raivoso a quem tiraram o osso (porque a carne é outra coisa). Para quê? Para nada. Melhor seria que se tivessem mantido calmos com aquela sabedoria que sempre caracterizou a verdadeira China e mantivessem o percurso natural das coisas. Não. Preferiram actuar com a emoção, característica normal de um regime totalitário. De que lhes vai valer esse espalhafato? De nada.
Taiwan vai continuar na mesma, como região autónoma, que é o que está certo (pelo menos mais algumas décadas). Até porque a história desta ilha não é a que os Chineses contam. Lá iremos noutro escrito.



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