Colunas de fumo na zona de Dzhankoi, na Crimeia, onde foram registadas explosões num depósito de armas das forças russas Reuters
Esta terça-feira, a Crimeia foi, de novo, alvo de ataques. Grandes
explosões aconteceram numa base militar russa perto da cidade de Dzhankoi, no
norte da Crimeia.
As explosões foram “provocadas por um incêndio que levou à detonação de
munições”, escreve a publicação “The Moscow Times”.
Citado pela BBC, Refat Chubarov, um líder tártaro da Crimeia, disse que as explosões foram um “golpe” que pôde ser ouvido “do outro lado da estepe”. Os seus efeitos levaram à interrupção da circulação numa linha ferroviária e obrigaram à transferência de cerca de 3000 pessoas de uma localidade.
Segundo a agência Reuters, que cita o diário russo “Kommersant”, um segundo
ataque visou outra base militar russa, em Gvardeyskoye, no centro da Crimeia.
Os dois ataques aconteceram uma semana após um outro com igual perfil ser
registado numa zona ocidental da península. Na base militar da Marinha.
Na semana passada, o Presidente ucraniano prometeu “libertar” a região dos
russos. “Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre
começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia, com a sua libertação”,
afirmou o Volodymyr Zelensky.
As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre os ataques desta
terça-feira, não confirmando nem negando a autoria. Mas não passaram
despercebidas as declarações de Andriy Yermak, chefe do gabinete do Presidente
da Ucrânia, segundo o qual está em curso uma “operação de desmilitarização” do
território que irá continuar até à “desocupação total” dos territórios
ucranianos.
A capacidade revelada por Kiev nestes ataques, têm-se feito sentir também
fora de portas. Segundo a agência Tass, citada pela Associated Press, num outro
ato de sabotagem que Moscovo atribuiu aos ucranianos, no início de agosto, seis
torres de transmissão de alta tensão foram destruídas em explosões, na região
de Kursk, no ocidente da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia.
FONTE:
https://expresso.pt/guerra-na-ucrania/2022-08-16-Ataques-na-Crimeia-Quem-fez--O-que-podem-significar--a7d5c8a2


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