domingo, 19 de junho de 2022

O SNS e a propaganda xuxa


Quando em 2015 o dr. Costa tomou o poder com o auxílio dos camaradas do PCP e BE, a táctica usada para se manterem no poder, foi andarem durante seis anos a atribuir as culpas a quem as não tinha – a Troyka. E, sobretudo, ao ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho que teve de governar pressionado com uma dívida astronómica (78 mil milhões) provocada pela ROUBALHEIRA sustentada pelo partido socialista, o partido do dr. Costa!

Sete anos passados a táctica é a mesma. A culpa do colapso do SNS é da Troyka (claro que agora têm o cuidado de não mencionar o nome de Pedro Passos Coelho – porque será?).

Vejamos:

Hoje o Dr. Luís Graça, na RTP, considerouque recurso a médicos tarefeiros é "problema estrutural" com mais de 20 anos”. Mas logo a seguir remata que “o problema vem desde o tempo da troika” (está dado o mote).

Analisemos a coisa: Primeiro diz que o problema tem 20 anos e logo a seguir diz que tem 10!

Não é para admirar. Só se admiram com estas considerações os laparotos, porque um certo Medina afirmou na RTP há dois dias que se o problema fosse dinheiro estava resolvido. É preciso ter muita lata e nenhuma vergonha!


Isabel do Carmo, aquela senhora que pertenceu a umas certas Brigadas, no jornal Público de 16 de Junho (um jornal que só dá voz a este tipo de gente) faz a sua análise sobre a coisa em 14 pontos. No 7º culpa a Troika (claro que desta vez não menciona Pedro Passos Coelho). A dona Isabel iniciou o mote. A culpa não é de quem “governa" o país em governos nepotistas há sete anos. A culpa é de quem emprestou dinheiro ao país para o livrar da BANCARROTA provocada por quem hoje “governa” o país!

Assim, nunca mais sairemos da cepa torta. Nem assim nem assado.

O problema do SNS é o problema de todas as instituições do país. O caso na Educação está por fios, e o da Justiça também. Na Educação já se sabe que as ajudas à Educação Especial vão, já, reduzir 25%!

Entretanto, o amigo do corrupto Luiz Inácio Lula da Silva , anda por aí a gozar a subvenção vitalícia e Pedro Passos Coelho que dela abdicou vive do vencimento do seu trabalho. E, perante o assombro do SNS o Tribunal de Contas admite (vejam bem: admite) fazer uma auditoria! Num país decente já estava em curso há muito.

Enfim. País latino, habituado à roubalheira…

 

E a propósito da coisa transcrevemos pequeno escrito sobre as várias distopias do século XX, já  inscrito neste blogue em Agosto de 2017:

 

      “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.”

                                                                                Edmund Burke


Evgueni Zamiatine
 (1884-1937), escritor por vocação e engenheiro naval por profissão, é um dos primeiros vultos a tratar o homem comum da época soviética nos seus contos. No Ocidente tornou-se famoso com Nós (1924), a pioneira distopia que iria influenciar textos de género como 1984 de Geroge Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, A Escavação de Andrei Platónov ou Fahrenheit de Ray Bradbury.

Têm em comum descreverem, por antecipação, a engenharia social que, apoiada no controlo do pensamento e na repressão da dissidência, garante a unanimidade totalitária.

Nós, denuncia as maluqueiras bolcheviques de 1917 (como o havia feito Walter Benjamin), ao intervirem na vida privada, acabando com a instituição família, transformando o espaço doméstico em espaço colectivo onde viviam várias famílias com dormitórios colectivos e salas próprias para o sexo! -  onde o individuo é abolido em favor da uniformidade dos seres. Aliás, como os Mencheviques  (ambos originários do socialismo revolucionário) também defendiam, mais coisa menos coisa. 

Os que leram a literatura que indicámos “sabem como o ideal de igualitarismo comunista resultou em tiranias brutais, que tentaram controlar todos os aspectos da vida quotidiana” [1]. Em suma, enumerando todas as patifarias, todas as experimentações e processos de anular tudo o que vinha de antes para criar o “homem novo”, os bolcheviques, com o comunismo, pretenderam fundar uma religião.

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[1]HARARI, Yuval Noah, Sapiens, de animais a deuses – História Breve da Humanidade, Elsinore, 2017, p. 199.

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