Quando em
2015 o dr. Costa tomou o poder com o auxílio dos camaradas do PCP e BE, a
táctica usada para se manterem no poder, foi andarem durante seis anos a
atribuir as culpas a quem as não tinha – a Troyka. E, sobretudo, ao ex-primeiro
ministro Pedro Passos Coelho que teve de governar pressionado com uma dívida
astronómica (78 mil milhões) provocada pela ROUBALHEIRA sustentada pelo partido
socialista, o partido do dr. Costa!
Sete anos
passados a táctica é a mesma. A culpa do colapso do SNS é da Troyka (claro que
agora têm o cuidado de não mencionar o nome de Pedro Passos Coelho – porque
será?).
Vejamos:
Hoje o Dr. Luís Graça, na RTP, considerou “que recurso a médicos tarefeiros é "problema estrutural" com mais de 20 anos”. Mas logo a seguir remata que “o problema vem desde o tempo da troika” (está dado o mote).
Analisemos a coisa: Primeiro diz que o problema tem 20 anos e logo a seguir diz que tem 10!
Não é para admirar.
Só se admiram com estas considerações os laparotos, porque um certo Medina afirmou na RTP há dois dias que se o problema fosse dinheiro estava resolvido. É preciso ter muita lata e nenhuma vergonha!
Isabel
do Carmo, aquela senhora que pertenceu a umas certas Brigadas, no jornal
Público de 16 de Junho (um jornal que só dá voz a este tipo de gente) faz a sua
análise sobre a coisa em 14 pontos. No 7º culpa a Troika (claro que desta vez
não menciona Pedro Passos Coelho). A dona Isabel iniciou o mote. A culpa não é
de quem “governa" o país em governos nepotistas há sete anos. A culpa é de quem
emprestou dinheiro ao país para o livrar da BANCARROTA provocada por quem hoje
“governa” o país!
Assim, nunca
mais sairemos da cepa torta. Nem assim nem assado.
O problema
do SNS é o problema de todas as instituições do país. O caso na Educação está
por fios, e o da Justiça também. Na Educação já se sabe que as ajudas à Educação
Especial vão, já, reduzir 25%!
Entretanto,
o amigo do corrupto Luiz Inácio Lula da Silva , anda por aí a gozar a subvenção vitalícia
e Pedro Passos Coelho que dela abdicou vive do vencimento do seu trabalho. E,
perante o assombro do SNS o Tribunal de Contas admite (vejam bem: admite) fazer
uma auditoria! Num país decente já estava em curso há muito.
Enfim. País latino, habituado à roubalheira…
E a
propósito da coisa transcrevemos pequeno escrito sobre as várias distopias do
século XX, já
“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam
nada.”
Edmund Burke
Evgueni Zamiatine (1884-1937), escritor por vocação e engenheiro naval por profissão, é um dos primeiros vultos a tratar o homem comum da época soviética nos seus contos. No Ocidente tornou-se famoso com Nós (1924), a pioneira distopia que iria influenciar textos de género como 1984 de Geroge Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, A Escavação de Andrei Platónov ou Fahrenheit de Ray Bradbury.
Têm em comum descreverem, por antecipação, a engenharia social que, apoiada
no controlo do pensamento e na repressão da dissidência, garante a unanimidade
totalitária.
Nós, denuncia as maluqueiras bolcheviques de 1917 (como o havia feito Walter
Benjamin), ao intervirem na vida privada, acabando com a instituição família,
transformando o espaço doméstico em espaço colectivo onde viviam várias
famílias com dormitórios colectivos e salas próprias para o sexo! - onde
o individuo é abolido em favor da uniformidade dos seres. Aliás, como os
Mencheviques (ambos originários do socialismo revolucionário) também
defendiam, mais coisa menos coisa.
Os que leram a literatura que indicámos “sabem como o ideal de igualitarismo comunista resultou em tiranias brutais, que tentaram controlar todos os aspectos da vida quotidiana” [1]. Em suma, enumerando todas as patifarias, todas as experimentações e processos de anular tudo o que vinha de antes para criar o “homem novo”, os bolcheviques, com o comunismo, pretenderam fundar uma religião.
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[1]HARARI, Yuval
Noah, Sapiens, de animais a deuses – História Breve da Humanidade,
Elsinore, 2017, p. 199.






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