Estimada(o)
Consócia(o),
No âmbito do ciclo de debates lançado pela atual Direção da CTMAD, procede-se ao envio da Ata N.º 2 da sessão realizada no passado dia 21 de Abril de 2022.
Saudações Transmontanas e Alto Durienses,
A Direção da CTMAD
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Casa de Trás-os-Montes
e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º
Esq.
1000-081 Lisboa
REGIONALIZAÇÃO
ATA
N.º 2
No
dia 21 de Abril de 2022 reuniu-se pela segunda vez na sede da CTMAD, pelas
15h00, para se debater a questão da Regionalização, visto que a atual Direção
da CTMAD pretende despertar a necessidade de se promover um novo referendo
sobre o assunto. No referido debate estiveram presentes Hirondino Isaías, Elsa
Moreira, Eng.º Furtado, Dr. Mário Nunes, Professor Doutor António Armando da
Costa, António Amaro, Sérgio Machado e Daniel Oliveira. O Presidente da Direção
da CTMAD, Hirondino Isaías, convidou a Dra. Elsa Moreira para a mesa principal
e iniciou o debate cumprimentado os presentes e informou que a próxima sessão
será em Maio, pelas 17h30, para que mais pessoas possam participar na sessão.
Em seguida, António Armando da Costa disse que esteve a ler a Lei Quadro de
1991 sobre a Regionalização e que a proposta que o Hirondino fez na última
sessão não respeita a referida Lei em termos da estrutura organizativa de
funcionamento de uma Região administrativa. Depois disse, que a Lei Quadro de
1991 fala da criação de uma Assembleia Regional e de uma Junta Regional. Onde
as Assembleias Regionais com mais de meio milhão de eleitores têm uma
constituição e as que têm mais de meio milhão de eleitores têm uma composição
maior. Por outro lado, explicou que a constituição das Assembleias Regionais
resulta da vontade de 50% do voto dos eleitores e que a outra metade seria
eleita através das Assembleias Municipais. E que as Juntas Regionais seriam
criadas a partir das Assembleias Regionais. Em seguida, Hirondino Isaías disse
aos presentes que não é função da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro propor um
modelo de funcionamento das Regiões nem pretende desrespeitar a Lei Quadro de
1991. A CTMAD com este ciclo de debates pretende alertar todas as Entidades
Instituídas para a necessidade de se lançar um novo Referendo sobre o assunto,
visto que em 2023 faz 25 anos que o último foi realizado. O papel desta Casa
Regionalista passa por despertar consciências sobre a necessidade de se
respeitar a constituição da República sobre esta matéria e não fazer o seu
trabalho. Por outro lado, disse que o poder local foi a maior conquista do 25
de Abril e que o poder local é uma parte importante neste processo. Além disso,
defendeu que a Lei Quadro de 1991 deve ser revista e se possível ser alterada,
visto que não serve Portugal. Reforçou ainda, que estamos em pleno século 21 e
a Lei Quadro de 1991 foi pensada e discutida nos anos 80. Se a Lei Quadro de
1991 fosse uma boa Lei e se fosse fácil de a implementar, o Referendo de 1998
tinha sido um sucesso. Mas não foi. Por essa razão, Hirondino Isaías defendeu
que a Lei Quadro de 1991 não é prática e que o modelo que ele defendeu na
sessão anterior é muito mais fácil de implementar, visto que os presidentes de
câmara de cada concelho devem fazer parte deste processo até porque foram
eleitos pelos eleitores de cada concelho. No entanto, lembrou que a CTMAD
apenas pretende lançar um manifesto sobre o assunto e que não pretende
substituir a Assembleia da República nesta matéria. O Dr. Mário Nunes disse que
Portugal é Lisboa e o resto é paisagem, isto para dizer que tudo está pensado
para que seja Lisboa a decidir o resto do país. Além disso, António Armando da
Costa disse que tinha 2 propostas sobre esta matéria. A 1ª tinha a ver com a
alteração e revisão dos atuais círculos eleitorais e a 2ª que os deputados com
a criação das Regiões Administrativas deveriam passar a ser eleitos pelas
Regiões e não pelos distritos. Além disso, reforçou que se a Regionalização
avançar terá que ser criada uma 2ª Câmara na Assembleia da República para
tratar das questões das Regiões. A Dra. Elsa Moreira disse que o problema no
meio disto tudo é sempre a questão política. Que deve ser o poder político a
resolver este tipo de questões, mas para isso tem de haver vontade dos partidos
políticos. O Sérgio Machado lembrou que se as Regiões fossem criadas o poder
económico passava a ser outro, dando por exemplo as regiões autónomas da
Madeira e dos Açores. Hirondino Isaías disse que não se pretendem criar Regiões
Autónomas como as da Madeira e dos Açores, nem estruturas como aquelas que eles
têm, mas criar Regiões administrativas e deliberativas sobre cada Região. Cada
Região devera defender o que é melhor para a sua área geográfica. Por outro
lado, António Armando da Costa lembrou o Livro dos Congressos Transmontanos
onde em cada Congresso realizado sempre foi defendida a criação da Região de
Trás-os-Montes e Alto Douro. O Dr. Mário Nunes perguntou qual a distribuição
dos 38 concelhos da Região por distritos. Hirondino Isaías disse que 12 eram do
Distrito de Bragança, 14 do Distrito de Vila Real, 8 do Distrito de Viseu e 4
do Distrito da Guarda. No meio desta explicação alguém dos presentes disse que
fazia sentido que o Distrito de Lamego, como já existiu, fosse novamente criado
e incluísse os 8 concelhos do Distrito de Viseu e os 4 do Distrito da Guarda.
Com esta nova organização de Trás-os-Montes e Alto Douro a Região seria
constituída por 3 Distritos e 38 concelhos. António Amaro defendeu que tudo
está dependente do Poder Local e que este é o único que tem um papel decisivo
na criação da Região, bem como, na sua gestão. Hirondino Isaías, por volta das
17h30, agradeceu o contributo dos presentes e deu por terminada a presente
sessão da qual será lavrada uma ata para memória futura.
Lisboa,
21 de Abril de 2022,
O
Relator,
Hirondino Isaías

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