quinta-feira, 8 de julho de 2021

A. M. Pires Cabral homenageado com nome de biblioteca em Macedo de Cavaleiros

Soubemos anteontem por Barroso da Fonte (que havia sabido pela AL de Trás-os-Montes), em escrito para este blogue, que a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros iria homenagear o escritor A.M. Pires Cabral, atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal. Uma homenagem tardia, mas como diz o Povo, "mais vale tarde do que nunca". Pires Cabral é natural de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.

A.M.Pires Cabral é hoje um dos expoentes máximos da cultura transmontana e nacional. Embora agraciado com numerosos prémios literários nacionais, era tempo de o distinguir com maior relevância pelo Ministério da Cultura.

Ele próprio se define como um homem de “fundas raízes rurais”. E nesta atitude louvável tem dado voz nos seus livros (que ultrapasaam a meia centena) à cultura popular transmontana, seguindo as pisadas de grandes vultos novecentistas.

A realidade física e social da província transmontana está sempre presente nos volumes que tem publicado, sejam de ficção, poesia, crónica ou estudo. “Língua Charra”, o trabalho mais vasto e original de tudo aquilo que se publicou até hoje, assim o diz.  Na recolha das tradições, linguagem e literatura popular, ocorre-nos “O Diabo  veio ao Enterro”, completamente esgotado.

Além dos livros, A. M. Pires Cabral dedicou à cultura transmontana, através das acções do Grémio Literário Vila-realense, mais de 30 anos!

Em 2020, pela chancela da Lema d’Origem (Carviçais), publicou “Macedo de Cavaleiros: Folheando o Tempo”. É o Autor que nos diz em antelóquio que “Não é de Macedo cidade que se fala neste livro”. Pois não. É daquela vila que tão bem conhecemos nos anos 70 do século passado, vista e revista por Pires Cabral nos anos 50 e 60 desse tempo. E nessa vila e nesse tempo, o Autor partilhou prazeres e cumplicidades de infância.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Os mais lidos