Soubemos anteontem por Barroso da Fonte (que havia sabido pela AL de Trás-os-Montes), em escrito para este blogue, que a Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros iria homenagear o escritor A.M. Pires Cabral, atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal. Uma homenagem tardia, mas como diz o Povo, "mais vale tarde do que nunca". Pires Cabral é natural de Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros.
A.M.Pires
Cabral é hoje um dos expoentes máximos da cultura
transmontana e nacional. Embora agraciado com numerosos prémios literários
nacionais, era tempo de o distinguir com maior relevância pelo Ministério da
Cultura.
A realidade física e
social da província transmontana está sempre presente nos volumes que tem
publicado, sejam de ficção, poesia, crónica ou estudo. “Língua Charra”, o
trabalho mais vasto e original de tudo aquilo que se publicou até hoje, assim o
diz. Na recolha das tradições, linguagem
e literatura popular, ocorre-nos “O Diabo
veio ao Enterro”, completamente esgotado.
Além dos livros, A. M. Pires
Cabral dedicou à cultura transmontana, através das acções do Grémio Literário
Vila-realense, mais de 30 anos!
Em 2020, pela chancela da
Lema d’Origem (Carviçais), publicou
“Macedo de Cavaleiros: Folheando o Tempo”. É o Autor que nos diz em antelóquio
que “Não é de Macedo cidade que se fala neste livro”. Pois não. É daquela vila
que tão bem conhecemos nos anos 70 do século passado, vista e revista por Pires
Cabral nos anos 50 e 60 desse tempo. E nessa vila e nesse tempo, o Autor
partilhou prazeres e cumplicidades de infância.



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