sábado, 22 de maio de 2021

O doutor Louçã e Israel

 

As cadeias de televisão estão hoje dominadas pelo Komentariado do costume. Infelizmente desapareceram delas gente de inteligência fina como Medina Carreira. E na impressa escrita, gente como Pulido Valente. Por essa razão, raramente ouvimos televisão e raramente lemos a imprensa escrita. Ontem, porém, por acaso ouvimos o doutor Louçã na SIC, com aquele ar de fradeco do costume, e com aquela conversa fiada manipuladora para os imbecis.

Em resumo, sobre o conflito Israelo-árabe, que já não tem discussão (porque termina quando Israel quer), apenas repetiu a idiotice do costume. O que disse o fradeco? Que as posições da Europa e do presidente dos EUA eram ambíguas!

Ambíguo é o doutor Louçã ao comentar aquilo que não sabe.

Para quem está dentro destes assuntos, sabe que os estados árabes nunca aceitaram a criação de um estado judaico nos tempos modernos. E por essa razão, no século XX, houve quatro guerras fundamentais que os iriam opor a Israel: 1948, 1956, 1967 (esta decisiva) e 1973.

E sempre que Israel procurou a paz, uma tragédia se abateu. Recordam-se dos acordos de Camp David? O Primeiro-ministro israelita foi assassinado por um judeu fanático!

O nosso tempo não é o do doutor Louçã, que tem o tempo todo do mundo para dizer as asneiras que quer e bem entende. Por essa razão, sobre estas quatro guerras ficamos por aqui. Aconselhamos o homem do bloco de Esquerda a ler as reportagens de Martha Gellhorn, no livro “A face da Guerra” (Dom Quixote, 2007, pp. 329-344), sobre a guerra de 1967. E o que a esposa de Hemingway escreveu. Já nesse tempo a propaganda árabe e a propaganda esquerdóide europeia (como hoje) dominaram os meios de comunicação.

É bom lembrar que  quem foi atacado foi Israel. E quem é atacado defende-se. Foi o que fez Israel. Defendeu-se daquela organização TERRORISTA da Faixa de Gaza!

Só a Hungria foi decente na sua declaração sobre o conflito:



Quanto à antiguidade dos judeus em território palestino, não é o que defendem esses esquerdóides europeus e árabes. Como não há tempo para explanarmos a coisa fundamentados numa trintena de autores, aconselhamos o cavalheiro trotskista a ler apenas dois autores: John Barton e Simon Schama.


 

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