A Zambézia está cheia de histórias
pessoais sobre mulheres poderosas – as Donas. Latifundiárias moçambicanas,
floresceram entre os séculos XVII e XIX. E surgiram por meio de uma série de
editais da Coroa Portuguesa, que tencionava estender a sua influência sobre a
região. A terra por elas detida eram os chamados Prazos da Coroa.
Através dos Prazos, a Coroa tencionava
ocupar o território, concessionando território sob sua jurisdição aos seus
vassalos, em troca destes assegurarem os interesses comerciais da Coroa e
protegerem os fortes aí estabelecidos de invasões dos chefes locais.
As primeiras Donas tinham origem Goesa.
Eram elas Dona Ignez Garcia Cardozo, proprietária do prazo do Luabo e Dona
Sebastiana Fernandes de Moura, proprietária dos prazos Quizungo, Macuze, Sone e
Inhasoreire.
D. Ernestina de Menezes Soares, era esposa
de António Maria Pinto, goês, supostamente o fundador do Prazo do Carungo,
situado em Inhassunge. Era ela também filha de um goês, Amaro Francisco de
Menezes Soares proprietário do Prazo de Chirangano e mãe da herdeira D. Amália
de Menezes Soares Pinto, uma das chamadas Donas da Zambézia, conhecidas pelo
seu mau feitio.
Disto trata José Capela em “Donas,
senhores e escravos” (1996).
Eram elas, as Donas, que mandavam verdadeiramente em Moçambique. Inserem-se
no tema abordado nestes dois vídeos da Nova
portugalidade:
https://www.youtube.com/watch?v=r-BWN46C_KE
https://www.youtube.com/watch?v=nThOo1amh8Y

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