sábado, 8 de maio de 2021

AS DONAS DA ZAMBÉZIA

 

A Zambézia está cheia de histórias pessoais sobre mulheres poderosas – as Donas. Latifundiárias moçambicanas, floresceram entre os séculos XVII e XIX. E surgiram por meio de uma série de editais da Coroa Portuguesa, que tencionava estender a sua influência sobre a região. A terra por elas detida eram os chamados Prazos da Coroa.

Através dos Prazos, a Coroa tencionava ocupar o território, concessionando território sob sua jurisdição aos seus vassalos, em troca destes assegurarem os interesses comerciais da Coroa e protegerem os fortes aí estabelecidos de invasões dos chefes locais.

As primeiras Donas tinham origem Goesa. Eram elas Dona Ignez Garcia Cardozo, proprietária do prazo do Luabo e Dona Sebastiana Fernandes de Moura, proprietária dos prazos Quizungo, Macuze, Sone e Inhasoreire.

D. Ernestina de Menezes Soares, era esposa de António Maria Pinto, goês, supostamente o fundador do Prazo do Carungo, situado em Inhassunge. Era ela também filha de um goês, Amaro Francisco de Menezes Soares proprietário do Prazo de Chirangano e mãe da herdeira D. Amália de Menezes Soares Pinto, uma das chamadas Donas da Zambézia, conhecidas pelo seu mau feitio.

Disto trata José Capela em “Donas, senhores e escravos” (1996).

Eram elas, as Donas, que mandavam verdadeiramente em Moçambique. Inserem-se no tema abordado nestes dois vídeos da Nova portugalidade:

https://www.youtube.com/watch?v=r-BWN46C_KE

https://www.youtube.com/watch?v=nThOo1amh8Y

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