
PSD viabiliza, mas dá "murro na mesa" contra falhas do Governo
Rui Rio assumiu o voto a favor do estado de emergência, mas lançou duras
críticas à forma como o Governo tem combatido a pandemia. O líder do PSD
propôs-se, contudo, a dar "um murro na mesa", sublinhando que, um ano
depois do início da pandemia, o Governo "tem a obrigação de responder com
mais competência".
"Não o fizemos no início, porque isso seria politicamente desonesto,
Ninguém conseguiria gerir a pandemia no começo sem cometer erros", acrescentou.
Rui Rio critica ainda os "avanços e recuos" do Governo, nomeadamente no que diz respeito ao encerramento das escolas, sublinhando que "ordem e contraordem dá desordem".
![]() |
| Lista atualizada às 17 horas de 18 de dezembro com 1071 escolas/AE |
Parlamento
aprova renovação do estado de emergência até 14 de fevereiro
No mesmo plano, Rui Rio defende ainda que proibir as escolas privadas de continuarem com o ensino à distância "é próprio da inveja".
Na nota publicada no site da Presidência, na quarta-feira, Marcelo Rebelo
de Sousa assinala que a "calamidade pública" provocada pela pandemia
"continua a agravar-se, fruto, segundo os peritos, da falta de rigor no
cumprimento das medidas restritivas, bem como de novas variantes do vírus
SARS-CoV-2, que tornam ainda mais difícil a contenção da disseminação da doença".
O chefe de Estado dá também conta de que a capacidade hospitalar de
Portugal "está posta à prova, mesmo com a mobilização de todos os meios do
SNS, das Forças Armadas, dos setores social e privado", o que não deixa
outra alternativa que não seja a da "redução de casos a montante",
algo que "só é possível com a diminuição drástica de contágios, que exige
o cumprimento rigoroso das regras sanitárias em vigor e a aplicação de
restrições de deslocação e contactos".
O atual período de estado de emergência termina às 23h59 do próximo sábado, 30 de janeiro.


Sem comentários:
Enviar um comentário