Por Fernando Alves - TSF - Sinais
28 Janeiro,
2021 • 08:38
Não deixemos passar na voragem o aviso de Bill Gates: "A preparação para a próxima pandemia deve ser levada tão a sério como a ameaça de uma guerra."
O multimilionário filantropo pede medidas globais e faz contas: "Parar a próxima pandemia vai exigir que se invistam dezenas de milhares de milhões de euros por ano." A previsão de gastos é de 23 mil milhões de euros. Não será dinheiro desbaratado. O argumento de Bill Gates é de meridiano bom senso: "O mundo deve gastar milhares de milhões para poupar biliões." O fundador da Microsoft, um dos três homens mais ricos do mundo, acredita que esta é "a melhor e a mais rentável política de seguro que o mundo pode pagar". Na nota divulgada ontem, Bill Gates propõe o incremento dos investimentos científicos e a criação de um sistema de alerta global que, aliás, já tinha defendido numa conferência em 2015. Mais sugere a criação de uma força de acção rápida de três mil "bombeiros da pandemia" espalhados pelo mundo.
Este aviso e
estas propostas surgem no momento em que a Transparência Internacional vem
alertar-nos para a evidência de que a pandemia da Covid-19 tem sido agravada
pela corrupção. O relatório anual desta organização não-governamental comprova
que a corrupção é mais elevada em países "menos equipados para lidar com a
pandemia de Covid-19 e com outras crises globais".
O relatório maneja a zaragatoa dos factos e conclui que a pandemia revelou "riscos de corrupção e apropriação indevida de fundos de emergência em vários países da África subsaariana" e denuncia o mau uso generalizado desses fundos em países como o Zimbabwe, Angola ou a África do Sul. Neste último país, uma auditoria às despesas com a Covid-19 revelou "preços inflaccionados, fraudes e corrupção". Na Nigéria foi detectado o açambarcamento de medicamentos.
FONTE: https://www.tsf.pt/programa/sinais/como-se-fosse-uma-guerra-13286775.html
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