Pai e Mãe
“Gerador
1” e “gerador 2”,
Aí está a
nova prioridade,
De uma
ministra que deixa ao depois,
A família
com toda a naturalidade,
Que lhe
vem do próprio Deus.
Outros
conceitos aparecem, ó Céus! (1)
Já não
existe o Pai e a Mãe.
A
ideologia traz outro projeto.
Existem
“geradores” por aí além.
Pai e
Mãe, sujeitos a veto,
De
inteligentes legisladores europeus!
Querem
sobrepor-se ao próprio Deus. (2)
Desaparece
o conceito de maternidade.
Aparece
por aí uma sequência numérica.
O mesmo
se passa com a paternidade.
“Dadores
de vida” eis a palavra tão genérica.
Mais um
ataque à família tão atacada.
E Luciana
submissa entra nessa estrada. (3)
Falar de
“geradores” combate a discriminação,
Defende
mesmo a privacidade de pessoas.
Ó que
grande, maravilhosa e sublime intuição,
Que eu
não alcanço, mesmo se tão boa
Já não
existe o direito das nossas crianças
A terem
um pai e uma mãe! Que andanças! (4)
Por aí
anda o “género” e sua ideologia,
Tão
grande que Luciana distraída,
Esqueceu
por momentos a pandemia,
Esqueceu
o combate pela própria vida,
A que foi
gerada por um pai e uma mãe,
E na qual
eu me sinto muito, muito bem. (5)
Teófilo
Manziana,
14 de janeiro de 2021
1)
Chega-me à mão um documento em italiano com o título “Papà e
Mamma non si possono cancellare!”. (Pai e Mãe, são nomes,
que não se podem apagar”). Trata-se de um projeto da Ministra do Interior
italiana Luciana Lamorgese de abolir nas Bilhetes de
Identidade de gente com menos de 14 anos, as palavras PAI e MÃE, para serem
substituídas por “genitore 1” e “genitore 2”, A tradução mais habitual de “genitore”
em português é “pai”. Teríamos então, à letra, seguindo Lamorgese “Pai 1” e
“Pai 2”. O que evidentemente não passa, não tem qualquer sentido em português.
Traduzir como eu fiz por “gerador 1” e “gerador 2”, não é muito elegante, em
português. Menos ainda seria “engendrador 1”
e “engendrador 2” se a Academia nos permitisse criar esas palavra que
viria do verbo “engendrar” que existe em português com o significado de “gerar
a vida”. Neste poema (estrofe 3) traduzo por “Dadores de vida” o que já é
evidentemente uma interpretação. Voltando ao italiano e sabendo que “genitori”
se traduz em português por “pais” teríamos “pai 1” e “pai 2” o que não soa
muito bem, nem corresponde à realidade. Uma criança não tem dois pais, tanto
quanto eu sei, tem um pai e tem uma mãe. Também não tem duas mães. Ter-se-á Luciana
Lamorgese esquecido desta realidade tão natural?
2)
Perante este ataque à família e chamada a justificar esta proposta de
substituir as palavras pai e mãe pela sequencia numéria “genitore 1” e
“genitore 2”, a inteligente ministra justificou a sua decisão com esta
resposta: “A Europa o pede”. Que inteligência!
3)
Lamorgese repete então e apenas o que lhe vem de Bruxelas. É possível
então que proposta similar apareça noutros países, talvez em Portugal. Talvez
nessa altura então eu tenha uma melhor tradução para “genitore 1” e “genitore
2” que aqui traduzo já, como disse na nota 1, com uma locução interpretativa,
dizendo “Dadores de vida”. Se algum dos meus leitores tem melhor expressão emj
português, por favor, ajude-me.
4)
Mais outra tentativa de explicação, mas sempre pouco ou nada
convincente. Haverá discriminação em dizer “pai” ou “mãe”? Por esse caminho, amanhã teremos que abolir
palavras como “irmão” e “irmã”, “rapaz” e “rapariga” e por aí adiante. Não sei
que palavras encontrar. Grande tarefa para os defensores da ideologia de género.
Mudar todos os nossos dicionários e criar uma nova linguagem. Tarefa
gigantesca! Por enquanto em italiano eu conheço apenas esta que aprendi hoje
“genitore 1” e “genitore 2” . Diz ainda Lamorgese que usar as palavra “pai” e
“mãe” pode ser uma ofensa, uma discriminação em relação aos “geradores”
(genitori, em italiano. Como traduzir? Ajudem-me por favor) doi mesmo sexo. Tanto
quanto eu sei na minha pobreza intelectual, uma criança para ser gerada precisa
de um pai e de uma mãe. Não conheço nenhuma criança gerada por duas mães ou
dois pais. Usar também os termos “pai” e “mãe” vai contra a privacidade das
pessoas… não chego a compreender muito bem.
5)
Começa o artigo que me caiu nas mãos da seguinte maneira: “Apesar da crise sanitária, apesar da crise económica, apesar da escola que
continua fechada, apesar do aumento do número de famílias em dificuldade e
apesar da atual crise do governo qual é a prioridade da Ministra Lamorgese,
hoje? Apagar as palavras “pai” e “mãe” para as substituir pelas palavras
“gerador 1” e “gerador 2”. E mais à frente o artigo diz: “Substituir as palavras pai e mãe pelas palavras ‘gerador 1’ e ‘gerador
2’ só para não discriminar imaginárias realidade representa uma mentira
ideológica”. E ainda: “Não existe nenhuma burocracia
tortuosa ou privacidade que possam negar o direito a cada criança a ter um papá
e uma mamã”.
O nome da
ministra é Luciana, nome relacionado com LUZ, que tem luz. Parece-me que, neste
caso, a ministra não está a fazer honra ao seu nome de luz.
Pessoalmente estou muito orgulhoso de ter tido um pai e uma mãe que me deram tudo, além da vida, em primeiro lugar. Assim continuarão a ser para mim, longe de qualquer sequência numérica para os identificar, como parece ser a proposta por Luciana Lamorgese: “gerador 1” e “gerador 2”. Esse vocabulário não passa na minha mente nem no meu coração.

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