“Vamos ficar aqui para sempre”. Monjas trapistas já
estão em Palaçoulo
21 out, 2020 - 11:38 • Olímpia Mairos
Neste momento, ultima-se a conclusão da casa de acolhimento. Depois, e já
com a comunidade de 10 monjas no local, o que deve acontecer até meados de
novembro, avançam as obras do mosteiro propriamente dito, com a igreja abacial,
projetado para 40 monjas. Por feliz coincidência, o complexo religioso nasce em
terras que, no século XIII, pertenceram a um mosteiro beneditino e depois
cisterciense.
// REPORTAGEM
NO MOSTEIRO TRAPISTA DE PALAÇOULO, EM MIRANDA DO DOURO
“Construir um mosteiro pede todas as nossas forças, criatividade e um grande esforço económico"
Procurar Deus, orar, meditar e trabalhar. São
os pilares que têm na terra, sempre com os olhos nos céus, que movem as 10
monjas italianas que deram uma volta de mais de 2100 km à vida e se mudaram de
Vitorchiano, em Itália, para o longínquo Nordeste Transmontano, mais
precisamente para um recanto da aldeia de Palaçoulo, em Miranda do Douro, onde
estão a erguer um mosteiro. Erguer não apenas com o sinónimo de construir desde
a primeira pedra, mas, principalmente, de erigir uma instituição dedicada à
espiritualidade e à fé em Deus que venha a ser um farol de esperança na região
que contribua para acolher vocações neste Trás-os-Montes despovoado de jovens,
num distrito em que o último mosteiro foi o beneditino de Castro de Avelãs
(Bragança) construído no século XII ou XIII e extinto no século XVI.

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