Pedro Passos Coelho criticou, esta
sexta-feira, a "incompreensível inação" do Governo no caso da morte
do cidadão ucraniano às mãos do SEF. O ex-primeiro-ministro também avisou que a
"fatura" da TAP "será suportada por muitos anos".
Numa cerimónia de homenagem a Alfredo da Silva, fundador
da CUF, Passos Coelho sublinhou a "superior
dificuldade" do Governo "em admitir as falhas graves incorridas ao
não se ter atuado prontamente, com diligência e sentido de defesa do interesse
público".
"Depois de meses de incompreensível inação após os factos serem
conhecidos - e com a autoridade do Estado seriamente abalada e a
confiança nas instituições públicas beliscada - tudo tem servido para procurar
disfarçar o indisfarçável", sublinhou o antigo chefe do Governo, em
declarações registadas pela SIC.
Passos Coelho também apontou a mira ao que classificou como a
"incompreensível relutância em defender o estado da fuga às
responsabilidades dos seus dirigentes, que antes preferem lançar o opróbrio
injusto sobre toda a força de segurança em causa, nomeadamente apontando para o
seu esvaziamento funcional em vez da simples e pronta assunção de
responsabilidades".
Governo dá à TAP o
que falta na saúde e educação, diz Passos
Passos também criticou a gestão que o Governo tem feito da TAP,
afirmando que este se prepara para "canalizar" para a transportadora
"o que lhe falta na saúde, na educação, na ciência ou na ajuda à
economia".
O antigo governante questionou a opção de o Executivo injetar dinheiro
"numa TAP redimensionada, com milhares de despedimentos inevitáveis, menos
aviões e menos atividade", sem "explicar ao país que apenas o fará
porque reverteu uma privatização que vários Governos procuraram, embora só um
tivesse conseguido realizar", referindo-se a uma decisão tomada pelo
Governo que liderou.
Passos Coelho defendeu que a "fatura que o Governo se prepara
para endossar será suportada por muitos anos, por muitos Governos e demasiados
contribuintes a quem o estado não vê hoje com respeito nem parcimónia".
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