Num país de anões, qualquer
publicação que saia do rame-rame do regime, é sujeita a censura. Foi o que
sucedeu com o último livro de José Rodrigues dos Santos. Como, aliás, já tinha
sucedido num livro anterior em que defendia determinadas questões sobre o
fascismo! Desta vez deu-se o caso de apresentar um documento sobre os nazis, conhecido por
quem estuda estas coisas.
José Rodrigues dos Santos
tornou-se um homem rico com os seus romances. E essa é que é a questão. Pode
dizer a verdade. Claro que num país de anões ideológicos, mesmo os ricos
recebem umas dentadinhas.
A doutora Irene Flunser
Pimentel atirou-se, raivosa, ao escritor, por este ter afirmado que em Auschwitz existiu uma piscina e uma “escola para meninos judeus” em Birkenau. É
claro que a doutora Irene tem conhecimento da coisa, mas parece que outras
coisas lhe passam ao lado. E num artigo no Público já não foi tão aguerrida
quanto à matéria levantada por JRS.
O escritor conhece bem a Operação Valquíria que nos diz que nem
todos os alemães estavam com os nazis. Mais, não é preciso consultar grandes
documentos para se saber a verdade das coisas. Os testemunhos pessoais onde JRS
se fundamenta, chegam.
A esses críticos de meia
tijela e à doutora Pimentel, aconselha-se o livro “A Pianista de Theresienstad”, prefaciado por Esther Mucznik, onde Alice Herz-Sommer conta a sua história.
Alice era pianista, e no
campo de Theresienstad eram permitidos concertos de piano. E os soldados nazis,
especialmente os jovens oficiais, aplaudiam. E já agora aconselha-se essa gente
a ler a página 50 onde o jovem oficial faz uma promessa a Alice.
É claro que JRS em
entrevista faz afirmações verdadeiras sobre o Gulag e sobre o regime de
Estaline, sustentado em afirmações de Alexandr Solníetsi. E isso é que
despoletou a questão, porque num país de anões tem que se ser de esquerda, como
eles dizem. Aqueles que se borrifam para as questões ideológicas são
demonizados. É uma pena …

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