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| Pedro Ochôa - Jornal Sol- 18 de Agosto de 2020 |
Quem escolhe Portugal
como seu lar de destino é que tem de ser tolerante, não nós, os portugueses,
que os acolhemos como um igual. Têm de nos tolerar, com as nossas virtudes e
defeitos, abraçando a nossa maneira de ser e a nossa forma de estar no mundo.
Em Agosto de 2017, num
post publicado na sua página de uma rede social, um africano aqui radicado
escrevia que “erguer uma estátua ao Padre António Vieira com índios nus, para
além de um patético saudosismo colonial, é uma inaceitável ofensa”.
A criatura, já celebrizada
pelos seus constantes incitamentos ao ódio racial, insurgia-se contra a
inauguração da estátua de homenagem a um dos maiores portugueses da nossa
História, destilando ódio contra os seus promotores.
Nascido senegalês, em
Portugal encontrou um porto de abrigo, especializando-se, a partir de então, a
vomitar ódio contra os portugueses, que lhe concederam cidadania portuguesa,
encontrando nos bloquistas da esquerda de caviar o necessário suporte para a
sua cruzada contra quem lhe estendeu a mão num momento de aperto. Passados três
anos, o ódio racial direccionado para quem mais se bateu, no seu tempo, pelo
fim das injustiças decorrentes da côr da pele, teve os seus efeitos, com a
vandalização da
estátua do Padre António Vieira.
estátua do Padre António Vieira.
É recorrente passar-se a
mensagem de que temos que ser tolerantes para aqueles que são acolhidos em
Portugal, justificando-se com a ideia de que aqui receberam a protecção que
lhes faltou nos países de origem. Nada mais errado! Para esses, temos a
obrigação de lhes permitir tolerância zero!
Não podemos, nem devemos, ser com eles tolerantes. Bem pelo contrário, temos, sim, que ser exigentes! Exigir que respeitem a Nação que os recebeu de braços abertos, honrando os nossos antepassados que, ao longo dos tempos, nos têm fortalecido oorgulho nacional.
Exigir que respeitem a
nossa História, não se atrevendo a procurar reescrever as suas páginas à luz de
convicções que pretendam importar. Exigir que respeitem a nossa cultura, não
questionando os valores ancestrais que estão na base da civilização ocidental,
com a qualcrescemos.
Exigir que respeitem as
nossas tradições e costumes, não as violando nem pondo em causa o seu
continuado uso.
Exigir que respeitem a
nossa religião, não incitando à desobediência aos valores e princípios com que
por ela fomos formados.
Exigir que respeitem a
nossa língua, exprimindo-se nela, condição obrigatória para aqueles que
reclamaram a nacionalidade portuguesa.
Quem escolhe Portugal
como seu lar de destino é que tem de ser tolerante, não nós, os portugueses,
que os acolhemos como um igual. Têm de nos tolerar, com as nossas virtudes e
defeitos, abraçando a nossa maneira de ser e a nossa forma de estar no mundo.
Não podemos permitir que,
a coberto de uma suposta defesa da igualdade racial, nos venham insultar, na
nossa própria casa, acusando-nos a nós, os portugueses que nasceram brancos, de
sermos todos racistas, conforme vociferou recentemente, durante um comício, a
deputada que já não representa nenhuma estrutura partidária.
O ódio racial,
protagonizado por alguns incendiários que aproveitaram as fragilidades da lei
da nacionalidade, aqui vigente, para obterem o estatuto de portugueses, tem-se
espalhado no seio da sociedade, causando divisões internas cujas feridas
poderão nunca mais sarar.
É chegada a hora de se erradicar
do solo português, em definitivo, esta pandemia, adoptando-se as medidas
necessárias para a completa preservação do nosso património, repondo-se, com o
recurso a acções drásticas, caso estas se revelem imprescindíveis, a ordem
pública que nos últimos tempos tem sido seriamente ameaçada, sobretudo por
parte de apátridas e de falsos portugueses que aqui se movem impunemente.
Ao Estado, ao invés de se
envolver em constantes campanhas publicitárias de promoção da classe política
que nos desgraça, campanha essa que ontem atingiu o seu apogeu com o deplorável
e ridículo tributo prestado pelos principais dignitários cá do burgo pela
escolha de Lisboa para receber meia dúzia de jogos de futebol, os quais se
desenrolarão, muito provavelmente, sem público e, consequentemente, sem
receitas que nos aliviem dos nossos males financeiros, empenhe-se antes em pôr
cobro a este conflito que tende a alastrar-se de modo incontrolável.
Ao Estado exige-se que
seja criterioso na concessão da nacionalidade portuguesa a quem a requer,
abstendo-se de premiar quem incita ao ódio racial e amesquinha os nossos
antepassados e a obra por eles perpetuada, obsequiando estes com um bilhete,
somente de ida, para um destino qualquer bem longe daqui.
Para se ser português não
pode bastar ser suficiente assinar-se um papel. É preciso sentir-se português,
comungar dos nossos ideais e orgulhar-se do nosso passado.
Quem não se sente, não é
filho de boa gente, e é de boa gente que Portugal necessita, considerando a
acentuada diminuição demográfica que nosaflige.
Agitadores que semeiam
ódio, espalhando-o como um vírus mortal, já cá os temos em dose assinalável,
pelo que dispensamos o seu engrossar através de quem aqui se quer refugiar. Quem
não gosta de Portugal, que não venha para cá. Quem não gosta dos portugueses,
que não queira ser um deles!



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