sábado, 22 de agosto de 2020

Arqueólogos encontram antiga fábrica de sabão em Israel. Tem mais de 1.000 anos e é vegan

Uma equipa de arqueólogos israelitas encontrou na antiga cidade de Rahat, no sul de Israel, uma fábrica de sabão milenar – será uma das mais antigas do mundo.
De acordo com o portal Anciet Origins, a construção tem cerca de 1.200 anos.
Os arqueólogos da Autoridade de Antiguidades do Israel (IAA), responsáveis pela descoberta juntamente com estudantes locais do ensino secundário, frisaram que os antigos fabricantes de sabão utilizavam azeite em vez de gordura animal.
O facto de o sabão produzido ser feito à base de azeite é sinal da influência islâmica na região, frisa ainda o Times of Israel. “Esta cidade tem raízes islâmicas profundas e temos orgulho dessas raízes”, afirmou Fahiz Abu Saheeben, autarca de Rahat.
A fábrica foi encontrada numa casa de família israelita e é considerada uma das primeiras instalações para a produção de sabonetes em todo o mundo. Acredita-se mesmo que esta seja a mais antiga fábrica de sabão à base de azeite já encontrada.
Ao Haaretz, Elena Kogen Zehavi, diretora de escavação do IAA no local, disse que, embora  produção de sabão no mundo antigo fosse amplamente baseada em gorduras animais, o papiro de Ebers – um dos tratados médicos mais antigos e importantes conhecidos – descrevia já um sabonete vegan egípcio em 1550 a.C.
A estrutura foi descoberta durante obras na região para a construção de um novo bairro.
Z
Comentário:

Esta notícia não me parece correcta, porque efectivamente, o que se devia passar, era os israelitas deviam fazer era sabão com as borras do azeite ou o azeite já grosso e impróprio para ser consumido na alimentação.A minha Mãe fazia maravilhosos pães de sabão azulados, aproveitando o azeite muito grosso e as borras. Eu ficava maravilhado. Servia-se das caixas de sardinha vazias e enchi-as e depois cortava os pães de sabão. Constacto agora que essa técnica usada pela minha Mãe era milenar e deverá ter sido transmitida pela cultura judaico-cristã.
Ainda andam para aí uma gentalha ou criançada a dizer que as gerações antigas são responsáveis pela poluição do Planeta.
No meu tempo de menino tudo se aproveitava, tudo era transformado ou reaproveitado.
Jorge Lage

1 comentário:

  1. O azeite era um produto boticário, como a própria bíblia nos ensina e eu recebi também dos meus pais.
    Os romanos da classe nobre tinham grandes hábitos de limpeza e os hebrus também. Isto de invenções humanas vão sendo dados passos e as culturas do crescente fértil, onde vamos beber até parte da nossa língua, aos clássicos gregos e romanos, e mais atrás destes últimos às civilizações do Vale do Nilo e será aí que poderemos descobrir os grandes avanços da Humanidade, Primitiva e Antiga.
    A ciência arqueológica, com as suas descobertas, é vista a prazo e perdura até um próximo achado.
    Claro que agora estão na moda os chineses e os árabes, mas lembro que a cultura do azeite é mediterrânica.
    Muitos investigadores olham mais para o seu umbigo ou para o seu quintal do que para uma visão mais holística da parada das civilizações.

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Tintim traduzido para mirandês.

 

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