quarta-feira, 22 de abril de 2020

Os nossos antepassados



JORGE LAGE
 A fascinante «História das Famílias» e a «Árvore Genealógica» são dois temas de estudo e de conhecimento que me deixam apaixonado. Se não tivesse enveredado pelo estudo etnográfico, provavelmente tinha mergulhado nesse mundo que não nos deve deixar indiferentes, quando cogitamos de onde vimos e para onde vamos? Se pensarmos que temos dois pais, quatro avós, oito bisavós, dezasseis trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 hexavós, 256 heptavós, 512 octavós, 1024 eneavós e 2048 decavós… Podíamos continuar indefinidamente este exercício geracional ou de milagre da vida e de extrairmos um pouco de nós, das gerações que nos sucedermos. Quem é mestre nestes ramos de saber é a «História do Povo Judeu» e o registo admirável do livro do Géneses. A ciência encontrou outro grau de parentesco através do nosso código genético. 
Prefiro entrar pelo legado cultural e civilizacional, entrando aqui, à pressão, as ideologias, as ideologias falhadas e as que procuram destruir a célula familiar, alicerce da nossa civilização ocidental ou judaico-cristão. As palavras «causas fracturantes» é um eufemismo para implantar um fascismo ideológico exacerbado e cego, com total desprezo da vida humana. Veja-se o que aconteceu na China de Mau, só entre 1958 e 1960, um extermínio de cerca de 40 milhões de camponeses chineses, incómodos para o sanguinário ditador. O horrendo Hitler não fez correr tanto sangue inocente no hediondo genocídio dos judeus e de outras minorias. Renegar os antepassados seria do pior que me poderia acontecer na vida e sentir-me-ia um traidor para sempre. E na nossa sociedade em que um cão vale mais do que um velho? Mas, ao pensarmos um pouco e procurarmos as origens da Humanidade chegamos à conclusão que as diferentes raças têm todas a mesma origem. O, escultor e pintor tempo é que lhe deu um visual diferente, conforme o ponto do globo em que se desenvolveram. Pensarmos sobre a nossa origem, as lutas travadas, os períodos de fome, as guerras, as vicissitudes e quanta força para viver deixaram, aproximando-nos do fim da civilização ocidental, com as leis que não acautelam a vida, a família ou o clã de outrora. Queria deixar o desafio municipal de se criar uma secção de recolha dos rostos do nosso concelho, para evitar que muito registo fotográfico se percam para sempre, embrião do «Museu da Fotografia e Imagem do Concelho de Mirandela».

1 comentário:

  1. Prezar a memória dos nossos antepassados é um dever e, diria até, uma obrigação.
    Parabéns pelo tema!.
    Os municípios hoje gastam mais dinheiro em canis do que na cultura.

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