sexta-feira, 19 de julho de 2019

“Pregadores muçulmanos”


J. BARREIROS MARTINS
Prof. Cat. Emérito Jubilado
da Universidade do Minho
( Diário do Minho)
Quando estive no centro de Londres em1960, não me lembro de ter visto uma única mesquita. Hoje existem lá mais de 500 mesquitas, além de pregadores muçulmanos no Hyde Park Corner e em muitos lugares públicos nas principais cidades do Reino Unido.
Pior é o “fenómeno” em França: em 2012 já havia cerca de 2500 mesquitas
e o líder muçulmano reclamava a duplicação desse número. Em Espanha há mais de mil. O número de mesquitas é menor na Bélgica, Áustria ou Suécia.
Na Polónia poucas há. Os responsáveis do país só as deixarão construir se o governo saudita permitir igrejas cristãs em Riade, capital da Arábia Saudita.
Nos EUA havia 2160 mesquitas em 2010 e hoje serão bem mais, como no Reino Unido. Mas o que mais assusta, é o número de pregadores muçulmanos, que já têm cursos de famosas universidades ocidentais, Cambridge e Oxford incluídas. O argumento reinante é que a prática religiosa é livre na maioria dos países ocidentais.
Mas, a questão é outra: cada clérigo muçulmano tem a obrigação de difundir o islamismo por todos os meios e, se for radical, tem a obrigação de atacar a civilização ocidental. Esse grupo está a fazê-lo eficazmente: em TVs, jornais, livros, pregações.
Para isso é preciso muito dinheiro, que “nasce” em múltiplos caminhos a partir da “Arábia Maldita”. Já aqui discuti, com factos, a origem e o financiamento do terrorismo mundial.
Em Riade há quatro Escolas Superiores de Teologia para formar clérigos muçulmanos, regidas por wahhabitase financiadas pelo Governo.
Há uma década, esses novos clérigos eram levados para grandes cidades europeias de modo a tentarem converter ao islão, nomeadamente os jovens cristãos e desempregados, dando-lhes bolsas para as referidas Escolas de Teologia, onde se graduavam e tinham logo emprego.
A condição era converterem-se: cumprir com rigor a lei islâmica e adotar um nome maometano (tal como a mulher e os filhos); aceitar dirigir uma “paróquia” num país sob influência de religiosos sauditas; usar sobretudo língua e escrita árabe e, se necessário, o inglês; converter jovens para “soldados” ou “mártires”, dando em troca uma “mensalidade” às suas famílias, para que esses jovens treinem em campos militares talvez na fronteira Afeganistão-Paquistão, incluindo o manuseio de metralhadoras, mísseis e explosivos. Essa estratégia tem sofrido acréscimos substanciais com a International Propagation of Salafismand Wahhabism. Os seus pregadores formam-se nas melhores universidades do mundo. É preocupante que os dirigentes da Europa e dos EUA, “enrolados” nas suas questiúnculas, nada façam.
Americanos e britânicos têm eminentes catedráticos, mas não usam o lema “estudar para saber e saber para prover (providenciar)”.
Por isso, não são “ativistas” dispostos a enfrentar o problema. Na internet encontra-se um ou outro opositor, mas é muito pouco. A falta de ações de defesa dos valores ocidentais também é a principal causa do “Trumpismo” que sofremos todos os dias.


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