quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Os disparates do editorial do jornal Público


Ontem o editorial do jornal Público prenda-nos com uma pérola. Com o titulo “O momento Trump de Passos Coelho”, inicia assim: “O líder do PSD só pensa na reeleição. E mostra que não tenciona dar o mínimo de espaço ao Governo”.
E vai por aí adiante, procurando ferir o carácter do ex primeiro-ministro. Do PSD e dos sociais-democratas estende-se ao comprido com baboseiras. Desconhecer o passado histórico recente tem desculpa, mas desconhecer o recentíssimo é ignorância pura ou fanatismo ideológico.
Porque razão o líder do PSD não procuraria ser reeleito se ganhou eleições, sendo arredado do poder com a farsa a que todos assistimos? Porque razão o líder do PSD não procuraria ser reeleito se depois de governar o país de forma tão austera, ganhou as eleições a quatro de Outubro? Porque razão o líder do PSD não procuraria ser reeleito, ganhando eleições, depois de livrar o país de uma bancarrota a escasso mês? E porque razão o não faria se, num mês já deu a mão a este "governo" por três vezes? Da última vez teria dado origem à sua queda!
Uma coisa, em democracia, é ter-se opinião, outra coisa é, a partir de um meio com audiência, manipular os mais fracos!
No editorial do Público, depois de quatro de Outubro, não vimos nada escrito sobre a farsa de Costa e dos seus sócios. Não vimos nada escrito sobre o funcionamento de uma democracia fundamentada em princípios básicos eleitorais. Não vimos nenhuma explicação sobre as funções de um parlamento. Não vimos nenhum esclarecimento (se é que existe) sobre o comportamento ético - politico de Costa e dos seus sócios. Não vimos nenhuma referência aos pensadores fundamentais da origem da democracia, ou aos seus sucessores da época moderna. Mas vimos hoje este disparate sobre Passos Coelho.   Armando Palavras
Actualizado a 4 de Fevereiro

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