sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Os professores


A confusão que se estabeleceu no concurso de professores só deixou perplexos os ignaros. Este Governo, em termos de Educação, cometeu alguns erros (como é normal em qualquer governo), pelos quais há-de pagar o preço respectivo, mas é esse o risco das escolhas: actuar com justiça, ou sem ela.

1 – Deu continuidade às patetices (práticas escabrosas) do governo de José Sócrates, cuja tutela estava nas mãos da ex-ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recentemente condenada pela justiça. Disparates como os “critérios de escola” (ou a tontaria dos sub critérios!), que favorecem os do costume, porque arbitrários, alimentados pela invídia e por uma mentalidade cacique oitocentista (ressalvem-se as excepções, que as há).

2 – Não corrigiu as patifarias “legais” da anterior tutela.
Na actual trapalhada julga-se que foram prejudicados cerca de 150 professores porque à classificação  profissional, mais justa (universal) e objectiva se impuseram os critérios arbitrários (corruptos). Mesmo que fosse um, o erro devia ser corrigido. A tradição europeia de 2500 anos, dos princípios universais de justiça, assim o entende e aconselha. Ninguém deve obter seja o que for devido a uma injustiça, mesmo que não tenha culpa alguma. E ninguém deve ser prejudicado por critérios arbitrários e mediocres que apenas favorecem uns tantos em prejuízo de outros.
Neste aspecto, o Ministro da Educação parece estar a agir bem, ao procurar corrigir o erro, como manda a decência. Até porque um erro corrigido, deixa de ser erro.

Mas alguém pergunta, sobretudo os comentadores do costume (que comentam o que não sabem), quantas vidas prejudicou (destruiu) Maria de Lurdes  Rodrigues?
Ninguém.
Uma enormidade que ultrapassa em muito os actuais 150 professores. E nenhuma foi ressaciada! Porque o interesse particular (corrupto) se sobrepôs ao interesse geral; aos princípios universais.
Diz-nos a História que nenhuma sociedade prospera quando a arbitrariedade se impõe à justiça. E o exemplo de excelência é o de Atenas. Prosperou e foi o “berço da Civilização Europeia” enquanto Péricles governou. Depois dele, foi aquilo que alguns conhecem ...


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