segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Virgilio Gomes - Calunga (BRASIL)

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Virgilio Gomes - 
A primeira vez que visitei o Museu do Ceará em Fortaleza, uma imagem me despertou a curiosidade e a minha atenção. Uma boneca negra dentro de uma coroa. Finalmente o desvendar de algum mistério sobre Calunga, a divindade sobre a qual tinha ouvido falar, pela primeira vez, em Salvador da Bahia. Transcrevo a legenda no museu:
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Calunga no Museu do Ceará, Fortaleza 
“Figura mais significativa do MARACATU, representando um ser supremo que possui o poder de evocar antepassados. Possui dois significados religiosos: Orixá maior – Deus –ou Deus Calunga, que corresponde ao mar. Representa ao mesmo tempo o sexo masculino e o feminino, podendo ser chamado tanto de D. Leopoldina como de Dom Luiz. Segundo a tradição africana, é dedicada ao Orixá Omulu.”

Desta vez não irei escrever sobre comida. Sempre dediquei uma atenção especial às tradições afro-brasileiras tendo escrito outras crónicas sobre o assunto e em especial sobre alimentos votivos a orixás. Sobre Calunga as informações não são todas coincidentes tendo, no entanto, uma linha comum, e sempre associada aos rituais africanos e considerada um elemento sagrado dos Maracatus. Alguns autores sugerem mesmo que “sem ela o Maracatu não sai”.


Um assunto diferente, cheio de tradições:

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