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| Jorge Lage |
1- O árido caminho da investigação etnográfica – Já me tinha
lamentado na «Nota Introdutória» do livro «Memórias da Maria Castanha» da falta
de interesse de algumas autarquias (leia-se técnicos a quem bato à porta) para
me abrirem o caminho para chegar a instituições ou pessoas deste ou daquele
concelho. Tive que lembrar a alguns que se prestam serviço público é para
servirem quem precisa. Isto leva-me a pensar que há gente que nunca deveria
ocupar o emprego que tem por cunhas ou influências. É claro que há imensa gente
atenciosa e que gosta de ser útil. Por vezes, sinto-me tão feliz que fico com a
sensação que me é dado o privilégio de viver momentos celestiais, como os que
senti, há pouco, em Prados – Celorico da Beira. Para a preparação que faço para
o meu trabalho correr bem, contacto os serviços municipais que penso ser os
mais indicados e enquanto uns são atenciosos outros demonstram enfado, quando
lhe vou explicar o que quero e para quê. Sim, se alguém pede informação sem
dizer para quê até têm o direito de a negar. Mas, quando estou a começar a
explicar que a sua ajuda é importante para o trabalho que tenho em mãos e ouço
do lado de lá da linha um impaciente: - se me disser o que quer. Deixa-me sem
vontade de continuar. Outra frase que ouço em vários locais, quando não querem
fazer nada, é: - mande-nos um «email» a dizer o que quer. Eu sei, por
experiência, que a maioria destas mensagens electrónicas acaba por ter resposta
no dia de «São Nunca à Tarde». Relativamente a Mirandela, tenho em mãos o
complementar do livro «Falares de Mirandela» e quero completar as nomeadas das
aldeias em falta. Aliás, na apresentação deste livro no Centro Cultural de
Mirandela o Presidente do Município, Almor Branco, lembrou-me que eu iria
escrever mais um para completar este trabalho. E acertou. Um contacto que me
deixou agradado foi a atenção com que fui recebido pelo Provedor da Santa Casa
de Misericórdia. Estou convencido que mais e melhor obra teria feito se a
inveja de quem está fora não atravancasse o algum caminho. O Lar de S. Pedro Velho
e o Serviço de «Cuidados Continuados» são as mais recentes e oportunas apostas.
Mas, estou convencido que irei conseguir mais alguns ápodos das aldeias em
falta do nosso concelho, Quando a ajuda prometida, aqui ou ali, falha o melhor
é meter pés ao caminho. E se pelo lado mirandelense não a obtiver, hei-de conseguir
pelos dos termos vizinhos.
2- As Feiras Temáticas servem para facturar mais – É sabido
que as Feiras temáticas animam muito as regiões transmontana e altoduriense,
escoando alguns produtos agrícolas e artesanais e acrescentando algum magro
pecúlio a quem sobrevive no Interior. Este ano dei um salto à Feira do Folar de
Valpaços e lembrei-me se não estaria a ser tolo em comprar folares no recinto
da feira, já que sou cliente da Padaria Moutinho onde compro com regularidade
do melhor pão centeio e ia passar mesmo à sua porta. Dizem-me que têm folares
na padaria e ao pagar três quilos constato que lucrei seis euros, isto é, mais
de 20%. Igual situação já tinha vivido em Vinhais ao comprar do bom fumeiro da
«Fumituela». A senhora que vendia na feira disse-me que tinha um posto de venda
no centro da vila com melhor preço. Assim, parece-me que as Feiras Temáticas
têm o fim para que foram criadas subvertido, isto é, inicialmente seria para
promover e escoar os produtos da nossa região e agora praticam sobre
facturação.

3- Apresentação do livro «Memórias da Maria Castanha em
Chaves» – Chaves é terra do bom presunto, bom folar, bons pastéis de massa
folhada e boa castanha. Por isso, o livro «Memórias da Maria Castanha» não
podia deixar de a visitar. Aponte na sua agenda que no próximo dia 16 de Maio
(sexta-feira), pelas 18H00, na Biblioteca Municipal de Chaves, situada no Largo
das Freiras, a prestigiada Directora da Revista Cultural Aquae Flaviae, Isabel
Viçoso, vai fazer a apresentação do meu livro «Memórias da Maria Castanha». É
sempre com alguma emoção que piso o chão flaviense, que considero a minha
segunda terra, para um momento cultural. Neste evento de cultura, sinto-me
particularmente grato ao Município e ao seu Presidente, Arquitecto António
Cabeleira, aos professores Manuel Carvalho Martins e Isabel Viçoso, pelo abrir
das portas culturais da cidade e pelo estímulo e incentivo que deles tenho
recebido. Amigo leitor, se não puder aparecer, há sempre um amigo por perto a
quem passar a mensagem e que vai dar os minutos ali passados por bem empregues,
não por mim, mas pela apresentadora, pela Biblioteca que enriquecerão o evento.
Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com
– 20ABR2014
Provérbios ou ditos:
Maio, magaio,
perna de gaio, dá confeitos e castanhas em Maio.
Não há sol
como o de Maio, luar como o de Janeiro, nem cravo como o regado, nem amor como
o primeiro.
Um de Maio:
vê se te levantas cedo, se não entra-te o Maio pelo cu acima.



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