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| Jorge Lage |
Livro
do «Desportivo de Chaves – da humilhação à glória» – Mais um livro de
Barroso da Fonte, este sobre o Grupo Desportivo de Chaves, quando passam
cinquenta anos sobre um episódio cinzento que, na época desportiva de 1972/73,
atingiu esta colectividade desportiva trasmontana. Barroso da Fonte, então um
dos dirigentes do Desportivo que, como sempre, avançou para os «cornos do
touro» e Chaves viveu dias «a ferro e fogo», com a «Polícia de Choque»
aquartelada na vila do Vidago. A solução tardia foi as equipas de futebol da
segunda e terceira divisão passarem de 16 para 18 clubes subindo o Desportivo à
segunda divisão. Neste livro, editado pela «Editora Cidade Berço», de 150
páginas, muitas delas reproduzindo em fotocópias artigos sobre o processo
conturbado, havendo, principalmente nas primeiras páginas uma narração dos
factos vários, pelo autor. Quem gosta da história desportiva e quiser recordar
ou para os mais novos descobrir este tempo de luta e de união em torno da causa
do Desportivo de Chaves, pode adquirir o livro solicitando-o para rgv@mail.pt, ou pelo telef.
253412319. Só lendo, o amigo leitor vai ter uma noção próxima dos factos e o
tempo será dado por bem empregue. Esta obra dignifica a memória do Desportivo,
dos seus actores e da nossa região. Parabéns ao autor!
Homens
bons de Mirandela
– Soubemos, em pleno Douro, que o Município de Mirandela e a Assembleia
Municipal iriam homenagear três grandes mirandelenses que partiram
recentemente: António Alves (da Foto Martins), Fernando Azevedo (do Vértice da
Moda e do Cine-Teatro) e Roger Lopes (escritor e editor). Os dois primeiros
tinham sido lembrados por mim à Assembleia Municipal. Os três louvores são de
elementar justiça. Sempre defendi que a nossa gente de valor e que dá o melhor
de si no dia a dia beneficiando a imagem de Mirandela não podem ser esquecidos
e o melhor é homenageá-los em vida, para que outros, principalmente os mais
novos, os tomem por bons exemplos. Nestes louvores, depois de ter completado
cinquenta anos, a levar bem longe o nome de Mirandela, o Notícias de Mirandela
também deverá ser distinguido pela Assembleia Municipal, o órgão mais
representativo dos mirandelenses. Penso que esse trabalho ficará incompleto se
a Assembleia Municipal não registar um obrigado ao Editor e Director, Jerónimo
Pinto. Ser editor e director dum jornal local do interior só dá trabalho,
incompreensões e canseiras. Fico magoado quando vejo louvores públicos a
políticos e personalidades de outras paragens que nada fizeram pelo nosso
concelho e se esquecem os que aqui se sacrificam e lutam. Nesta linha de
pensamento e já com lugar registado na História de Portugal Contemporânea temos
o Capitão de Abril, Ten.-Coronel Eng. Jorge Golias, uma referência cultural,
moral e cívica para Mirandela. Precisamos de boas referências municipais para
que, em Mirandela, se fale menos de pulseiras electrónicas.
Provérbios ou ditos:
As castanhas enfiam nas três primeiras manhãs
de Agosto, se as manhãs forem quentes, é sinal de bom ano de castanhas; e se
forem frias será mau ano de castanhas.
Dia
da Assunção já as folhas têm são.
QUADRAS (DE ANTÓNIO ALEIXO)
(…)
Se pedir, peço cantando,
sou mais atendido assim;
porque, se pedir chorando,
ninguém tem pena de mim.
(...)
Após um dia tristonho.
de mágoas e agonias
vem outro alegre e risonho:
- são assim todos os
dias.
(...)
Vem da serra um infeliz
vender sêmea por farinha;
passado tempo já diz:
- esta rua é toda minha.
(...)
Que importa perder a vida,
Em luta contra a traição,
Se a Razão, mesmo vencida,
Não deixa de ser razão?
(...)
(António
Aleixo in «Este Livro que vos deixo…»
- 1969)
Nota: O poeta, António Aleixo, nasceu em Vila Real de Santo
António, em 1899, e
faleceu (de
tuberculose) em Loulé, em 1949. Foi cabreiro e cauteleiro entre outras
profissões. Para
ganhar a vida fazia versos que cantava e declamava pelas feiras
do sul do país. A
doença levou-o ao Hospital dos Covões, onde, apesar de
semi-analfabeto,
conheceu e conviveu, ente outros, Miguel Torga. Foi condecorado,
em 1944, com o Grau de
Oficial da Ordem de Mérito. A vida de pobreza e fome para
quem, como ele, tinha
prole para sustentar (e filha tuberculosa que morre aos poucos)
reflecte-se, com dor,
nas suas quadras. A sua obra é uma homenagem a todos os que, a
pesar de pobres, levam
uma vida de dignidade.


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