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| Por:Costa Pereira Portugal, minha terra. |
Desçam agora do Mercado para o Jardim ou Campo Almirante Reis e na Estação
do Teleférico, subam por esse
meio de transporte até à sobranceira freguesia do Monte (550m), afim de
visitarem o arborizado parque e a emblemática igreja da Padroeira da Ilha da Madeira, Nossa Senhora do Monte,
que tem ali festa rija no dia 15 de Agosto.
O Monte foi das
primeiras paróquias do Funchal a surgir fora do litoral da cidade e supõe-se
tenha tido origem numa paróquia consagrada a NS da Encarnação que inicialmente
se situava numa fazenda povoada que
pertenceu ao primeiro homem que nasceu na ilha, um filho de Gonçalo Aires
Ferreira, “o mais distinto companheiro de Gonçalves Zarco, na descoberta do
arquipélago”. No interior do templo, em capela própria, repousam os restos
mortais do ex-Imperador da Áustria, Carlos I, falecido a 1 de Abril de 1922, e que o Papa, de saudosa
memória, João Paulo II elevou aos altares, a 3 de Outubro de 2004, com a
venerável invocação de beato Carlos
Habsburgo ou Carlos de Áustria.
Chegada a visita
ao fim, há que pôr a adrenalina à
prova, e para isso estão os “carreiros”
com seus típicos “carros de cesto” à espera de turistas ao fundo do escadório principal da igreja, ou seja, na
rua entre este e o velho muro da quinta do ex-Grande
Hotel Belmonte. Dali, em divertido transporte de regresso à cidade,
deixem-se deslizar pela meia encosta, até ao Livramento, num nesses carros sem rodas, tipo esqui, que
construídos em verga de vime são
empurrados e controlados com cordas de tração pelo pulso forte de dois carreiros trajados de roupa branca e
chapelinho de palha. É uma das cenas de viagem que nunca mais se apagará da
memória de quem visite Nossa Senhora do Monte. Recorde-se entretanto que a
partir de 17 de Setembro/05 quem antes de regressar à cidade quiser visitar o
Jardim Botânico, também já o pode fazer partindo diretamente dali em moderno e
seguro teleférico, composto por 12
cabines, que sai do Largo das Barbosas (Monte) e compreende duas estações
(Curral dos Romeiros e Jardim Botânico).
Depois deste
inesquecível passeio pela meia encosta do anfiteatro funchalense já se
podem gabar que mesmo sem “Balão
Panorâmico” viram dali toda área coberta do burgo citadino. Pena era, deixarem
agora o Funchal, sem antes fazerem uma pedagógica incursão pelo seu recomendado
percurso histórico-turístico. Não dispensem essa visita aos pontos principais
que falam da história antiga da cidade, e que por lhe estarem desde inicio
associados, envolvem: a Rua de Santa Maria do Calhau, a Rua da Alfândega, a Rua
da Carreira, a Calçada de Santa Clara, o Caminho da Torrinha e o Caminho do
Comboio ou do Monte. - Se deram este passeio, então também em complemento já
podem dizer: visitamos a Pérola da Atlântico, a Ilha Madeira; e a sua capital
regional: o Funchal!
FIM



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