terça-feira, 29 de abril de 2014

Ilha da Madeira – a Pérola do Atlântico -IX



Por:Costa Pereira
    Portugal, minha terra.
Desçam agora do Mercado para o Jardim ou Campo Almirante Reis e na Estação do Teleférico, subam por esse meio de transporte até à sobranceira freguesia do Monte (550m), afim de visitarem o arborizado parque e a emblemática igreja da Padroeira  da Ilha da Madeira, Nossa Senhora do Monte, que tem ali festa rija no dia 15 de Agosto.
O Monte foi das primeiras paróquias do Funchal a surgir fora do litoral da cidade e supõe-se tenha tido origem numa paróquia consagrada a NS da Encarnação que inicialmente se situava numa fazenda povoada que pertenceu ao primeiro homem que nasceu na ilha, um filho de Gonçalo Aires Ferreira, “o mais distinto companheiro de Gonçalves Zarco, na descoberta do arquipélago”. No interior do templo, em capela própria, repousam os restos mortais do ex-Imperador da Áustria, Carlos I, falecido a 1  de Abril de 1922, e que o Papa, de saudosa memória, João Paulo II elevou aos altares, a 3 de Outubro de 2004, com a venerável invocação de beato Carlos Habsburgo ou Carlos de Áustria.
Chegada a visita ao fim, há que pôr a adrenalina à prova, e para isso estão os “carreiros” com seus típicos “carros de cesto à espera de turistas ao fundo do escadório principal da igreja, ou seja, na rua entre este e o velho muro da quinta do ex-Grande Hotel Belmonte. Dali, em divertido transporte de regresso à cidade, deixem-se deslizar pela meia encosta, até ao Livramento, num nesses carros sem rodas, tipo esqui, que construídos em verga de vime são empurrados e controlados com cordas de tração pelo pulso forte de dois carreiros trajados de roupa branca e chapelinho de palha. É uma das cenas de viagem que nunca mais se apagará da memória de quem visite Nossa Senhora do Monte. Recorde-se entretanto que a partir de 17 de Setembro/05 quem antes de regressar à cidade quiser visitar o Jardim Botânico, também já o pode fazer partindo diretamente dali em moderno e seguro teleférico, composto por 12 cabines, que sai do Largo das Barbosas (Monte) e compreende duas estações (Curral dos Romeiros e Jardim Botânico).
Situado a meio do anfiteatro funchalense, a uma altitude compreendida entre os 200 e os 350 metros, o Jardim Botânico reúne condições que lhe permitem dispor de uma exuberante e diversificada vegetação, com uma área ajardinada superior a 35 mil metros quadrados, onde coexistem mais de duas mil plantas exóticas, oriundas de todos os continentes, nomeadamente orquídeas, azáleas, catos, pastel, antúrios, bromélias, palmeiras, estrelícias, magnólias, tipuanas, papaias, fetos e tantas outras, ali adaptadas como na origem. Para além dos seus deslumbrantes canteiros dispostos em poios (socalcos) e arvoredo de várias espécies devidamente identificadas pelo nome e respetiva procedência, o Jardim ainda possui para mostra um Parque-Reserva de pássaros tropicais, um Museu de História Natural e um Herbário, onde os visitantes podem recolher informações junto de guias especializados. Mas o próprio pessoal de jardinagem e limpeza é simpático e na maioria conhecedor de toda a flora e fauna existente no Jardim, por isso se têm alguma dúvida ocasional a tirar, quando passarem perto de qualquer empregado, perguntem.
Depois deste inesquecível passeio pela meia encosta do anfiteatro funchalense já se podem  gabar que mesmo sem “Balão Panorâmico” viram dali toda área coberta do burgo citadino. Pena era, deixarem agora o Funchal, sem antes fazerem uma pedagógica incursão pelo seu recomendado percurso histórico-turístico. Não dispensem essa visita aos pontos principais que falam da história antiga da cidade, e que por lhe estarem desde inicio associados, envolvem: a Rua de Santa Maria do Calhau, a Rua da Alfândega, a Rua da Carreira, a Calçada de Santa Clara, o Caminho da Torrinha e o Caminho do Comboio ou do Monte. - Se deram este passeio, então também em complemento já podem dizer: visitamos a Pérola da Atlântico, a Ilha Madeira; e a sua capital regional: o Funchal!
FIM


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