A revista Aquae Flaviae, na sua última edição (47) aborda cinco
temas, cada qual o mais importante para a região. Isto para além da nota
introdutória da Directora, Maria Isabel Viçoso, uma Barrosã que honra os seus
conterrâneos e enriquece Chaves em todas as vertentes da cultura do último
meio século. Como sócio fundador nº 5
desta publicação que respira ciência em todos os assuntos que aborda,
orgulho-me muito de possuir as suas 47 edições e de poder louvar quantos, nos
quase 30 anos que leva de existência, souberam confiar nos seus timoneiros:
presidentes da Direcção do Grupo Cultural Aquae Flaviae, da direcção da revista
e do seu conselho científico que manteve um nível cultural sempre elevado,
coerente e fecundo, a fazer inveja a diversas que existiram e ainda existem,
nos grandes centros urbanos, à sombra de prestigiadas Bibliotecas,
Universidades, Institutos, associações,
fundações e centenárias colectividades.Quisera eu que me honro de ser o número cinco de associado – o que é muito gratificante para o quase nada que por ela fiz – dispor dos espaços jornalísticos de que já dispus nos 61 anos de militância jornalística, para elogiar cada número que vai saindo. E sobretudo deste que em 222 páginas insere verdadeiros nacos de cultura ressuscitada dos tempos idos.
Limitar-me-ei ao elogio
rasgado ao arqueólogo de longo curso, Manuel José Carvalho Martins, pelos 35
páginas sobre o Mosteiro no Convento e pelas 77 páginas sobre a Chaves Romana –
A Vila Romana XVII que forma um opúsculo notável e autónomo que, para os sócios
constitui uma espécie de brinde suculento e delicioso. Do mesmo modo saúdo
Alípio Martins Afonso e Maria Aline da Silva Ferreira Caetano, pelos trabalhos
que ofereceram à revista e que muito esforço intelectual lhes mereceram.
Permitam-me os leitores que me debruce, essencialmente sobre o
mais extenso estudo que João Soares Tavares, sendo Beirão de nascença e
alfacinha de vivência permanente, revela um carinho muito grande por
Montalegre. Se outras provas não tivesse dado ao longo de quase um quarto de
século de dedicação quase exclusiva, bastaria a investigação que preparou para
esta edição da revista Aquae Flaviae, sobre «o enigmático Pelourinho de
Montalegre e a Terra de Barroso».
Essas 85 páginas de pesquisa
apurada, equivalem a resmas de páginas de prosa corrida que sobre as Terras de
Barroso, se têm multiplicado, a ritmo apressado e que, espremidas, não dão sumo
para que o leitor mais ingénuo, refresque a garganta com um saibo que perdure
alguns instantes.
Os pelourinhos remontam à idade média e eram erguidos em lugares
públicos, em forma de colunas em granito trabalhado, simbolizando o poder
feudal ou religioso. Em torno do
pelourinho se expunham os criminosos, se
davam as leis e se reuniam as comunidades para tomar decisões.
Barroso da Fonte



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