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| Para adquirir o livro - |
Ali esteve reunido um grupo de amigos do autor (mas já lá vamos).
Costa Pereira não é um Académico, nem sequer tem formação superior (à
semelhança de António Aleixo – ou Rimbaud). É um homem simples. Mas é daqueles
que adquiriu gosto pela escrita (que vem desenvolvendo há mais de 40 anos na
imprensa não diária e em monografias
como a da sua terra natal), pela leitura; sobretudo pela cultura, o que é de
louvar! E teve os seus mestres. A influência camiliana é notada na sua prosa.
Foi um encontro para registar, porque sendo um grupo restrito, a
apresentação do “pequeno” volume (com cerca de 60 páginas) se transformou numa tertúlia,
dirão alguns. Nós diremos num pequeno
simpósio. Onde os ouvintes rapidamente vestiram a pele de actores. E, em
“familia”, foram abordadas questões e formuladas reflexões (sobre os livros e
sobre a problemática editorial – cultura por assim dizer) que em multidão
seriam impensáveis.
O mote foi dado por um transmontano do Barroso. E depressa
alinhavado por outro oriundo de um recanto assinalável pelo “vinho dos mortos”.
Para quem não sabe, de Boticas!
Quanto ao livro em si, não adiantaremos muito. Fá-lo-emos em
primeira mão noutro local, no mês de Abril. Só depois o faremos aqui. Diremos
apenas que é um belo guião sobre as paróquias agraciadas com o titulo da
Senhora da Graça, base sustentável para outro tipo de desenvolvimentos. Aliás,
como o autor assevera a dado passo: “Que sirva, que seja útil, pois foi com
esse propósito que me dei ao trabalho de lhe dar corpo; vida, cabe aos que dele
fizerem uso, tirar algum proveito que, na falta desta publicação, seria bem
mais trabalhoso conseguir”.

Um guião onde o autor, além das
paróquias continentais e ilhas adjacentes, se estende a locais recônditos onde
a Portugalidade marcou presença, como no caso da Baía (Brasil) ou Benguela
(Angola). É o próprio autor que no-lo diz a dada altura da narrativa: “ … ou
São Pedro de Manteigas (Manteigas), donde partiu a devoção e a imagem da
padroeira da paróquia de Graça, de Benguela (Angola). Destaque dá-se também a
Nossa Senhora da Graça de São Salvador da Baia (Brasil) que graças ao insigne
estudioso brasileiro Christovão de Avila soube foi a primeira Padroeira de
terras de Santa Cruz”.
Contudo, não deixaremos para segunda via o seguinte: Costa Pereira
possui uma experiência de vida como muitos escritores não possuem. A sua
escrita não é pragmática, mas é fluida, como era a de Camilo. Como um arado
sulca tempos e vivências, aproximando-a da crónica tradicional; do narrador
Antigo.
Costa Pereira, transmontano de boa (e rija) cepa de Mondim de
Basto, situa-se na linha daqueles que estão profundamente enraizados no povo;
na sua religiosidade.
Bem haja!

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