quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo António de Pádua (ou de Lisboa)

Senhora do Pópulo - Alijó
Hoje é dia de Santo António, um santo milagreiro e festejado em todo o país.
 
Depois de São Francisco, Santo António de Pádua, que na realidade se devia designar Santo António de Lisboa porque aí nasceu em 1195, é o santo mais popular dos santos franciscanos.
Igreja de Guiães - Alijó
Ingressou na ordem dos irmãos menores depois de ter estudado no Convento de Santa Cruz de Coimbra em 1220. E foi então que mudou o seu nome de baptismo, Fernando, para António. Depois de ter ensinado teologia em Bolonha, dedicou-se a pregar em Arles, Montpellier, Puy, Limoges e Bourges. Em 1230 ocupou-se pessoalmente da trasladação dos restos mortais de São Francisco, pregando em Pádua onde acabou por falecer com 36 anos em 1231.
A sua lenda formou-se a partir do século XV. Até aí viveu na sombra de São Francisco. E foi graças aos sermões de São Bernardino de Siena que saiu da obscuridade. A sua lenda é, de facto, uma transposição da de São Francisco que lhe teria aparecido em Arles. Em Itália era conhecido como Il Taumaturgo e em Espanha por El Milagrero.
Senhora da Azinheira - São Martinho
de Anta - Vila Real
Os numerosos milagres que lhe são atribuídos são comuns na hagiografia: a mula que se ajoelha perante a hóstia, o recém-nascido que diz o nome de seu pai, a perna cortada que cicatriza, etc.
Foi canonizado um ano depois da sua morte, em 1232. Até ao século XV, o seu culto permaneceu apenas em Pádua que lhe dedicou a basílica denominada “Il Santo”, o santo por excelência. A partir do século XVI tornou-se o santo nacional de Portugal, para, de seguida, se tornar um santo universal. Era invocado pelos marinheiros portugueses para terem bom vento. E para mais segurança fixavam a sua imagem nos mastros dos barcos.
É representado com hábito franciscano, apertado na cintura por um cíngulo. Os atributos que lhe atribuíram são, na sua maioria, tardios e quase todos assimilados de outros santos. O Menino Jesus sentado ou em pé, em cima de um livro, em alusão à Aparição na sua casa, tornou-se o seu atributo mais popular. Mas só a partir do século XVI, através da arte barroca e da Contra Reforma.
Armando Palavras
 

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