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| Jornal i |
Nuno Crato
"Estou triste com intransigência sindical dos professores"
O ministro
da Educação confessa que está “muito triste” com a greve dos professores uma
vez que prejudica sobretudo os alunos, deixando assim um apelo para que
“repensem os protestos”, disse Nuno Crato em entrevista ao Diário Económico. O
responsável da pasta da Educação adiantou ainda que espera que os serviços
mínimos sejam decretados e que o Ministério “continua aberto para negociações”.
08:01 - 11 de Junho de 2013 | Por Notícias Ao Minuto
Nuno Crato, ministro da Educação, revelou em entrevista ao Diário Económico
que está a viver um dos momentos mais complicados desde que assumiu a pasta da
Educação e espera que o diálogo com os sindicatos dos professores seja retomado
para que pelo menos os serviços mínimos estejam garantidos.
O facto de o Ministério não ter conseguido demover a greve dos professores
não é sinal de derrota para Nuno Crato, mas sim de tristeza por prejudicar os
alunos. Como explicou ao jornal económico, “não me sinto derrotado, sinto-me
triste e acho que nós devíamos todos lamentar este facto. Da nossa parte, houve
uma grande disponibilidade de diálogo desde o princípio e não verificamos o
mesmo da parte de alguns sindicatos”.
Nuno Crato revelou ainda que continua aberto para negociar, sublinhando
contudo que “há tempos para as coisas. Tentámos fazer esta negociação de forma
a poder rectificar ou adaptar um documento legal, uma proposta de Lei, que
tinha que seguir para o Parlamento. Claro que as coisas ainda podem ser
discutidas na Assembleia da República e o Governo pode ainda mediar alguma
discussão, mas temos todos de ser responsabilizados por aquilo que estamos a
fazer”, acrescentou.
Por estes motivos, o ministro da Educação confessa que este é um dos
momentos mais difíceis desde que assumiu o cargo no Governo. “Estou muito
triste com o facto de não termos conseguido chegar a acordo com os sindicatos e
com o facto de a intransigência sindical estar a prejudicar os alunos e as
famílias”.
Na entrevista ao Diário Económico, o ministro da Educação adiantou que está
à espera “da decisão de dia 12 em relação aos serviços mínimos”.
Recorde-se que os sindicatos decretaram greve de dia 17 a 21 de Junho.



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