terça-feira, 11 de junho de 2013

A Greve e os alunos de Alexandre Homem Cristo - Entrevista de Nuno Crato ao Diário Económico

 

Jornal i



 


Nuno Crato "Estou triste com intransigência sindical dos professores"

O ministro da Educação confessa que está “muito triste” com a greve dos professores uma vez que prejudica sobretudo os alunos, deixando assim um apelo para que “repensem os protestos”, disse Nuno Crato em entrevista ao Diário Económico. O responsável da pasta da Educação adiantou ainda que espera que os serviços mínimos sejam decretados e que o Ministério “continua aberto para negociações”.


08:01 - 11 de Junho de 2013 | Por Notícias Ao Minuto

Nuno Crato, ministro da Educação, revelou em entrevista ao Diário Económico que está a viver um dos momentos mais complicados desde que assumiu a pasta da Educação e espera que o diálogo com os sindicatos dos professores seja retomado para que pelo menos os serviços mínimos estejam garantidos.
O facto de o Ministério não ter conseguido demover a greve dos professores não é sinal de derrota para Nuno Crato, mas sim de tristeza por prejudicar os alunos. Como explicou ao jornal económico, “não me sinto derrotado, sinto-me triste e acho que nós devíamos todos lamentar este facto. Da nossa parte, houve uma grande disponibilidade de diálogo desde o princípio e não verificamos o mesmo da parte de alguns sindicatos”.
Nuno Crato revelou ainda que continua aberto para negociar, sublinhando contudo que “há tempos para as coisas. Tentámos fazer esta negociação de forma a poder rectificar ou adaptar um documento legal, uma proposta de Lei, que tinha que seguir para o Parlamento. Claro que as coisas ainda podem ser discutidas na Assembleia da República e o Governo pode ainda mediar alguma discussão, mas temos todos de ser responsabilizados por aquilo que estamos a fazer”, acrescentou.
Por estes motivos, o ministro da Educação confessa que este é um dos momentos mais difíceis desde que assumiu o cargo no Governo. “Estou muito triste com o facto de não termos conseguido chegar a acordo com os sindicatos e com o facto de a intransigência sindical estar a prejudicar os alunos e as famílias”.
Na entrevista ao Diário Económico, o ministro da Educação adiantou que está à espera “da decisão de dia 12 em relação aos serviços mínimos”.

Recorde-se que os sindicatos decretaram greve de dia 17 a 21 de Junho.

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