sábado, 1 de junho de 2013

A Filosofia Politica de Edmund Burke




"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada". (citada de memória)
Edmund Burke


A Filosofia Politica de Edmund Burke

Quando Edmund Burke, depois de nos últimos 40 anos no parlamento inglês ter liderado todas as campanhas “progressistas”, distinguindo-se na defesa de todas as causas liberais, optou por condenar com veemência a Revolução Francesa (1789), acusando-a de veicular um novo despotismo, ainda pior que os velhos despotismos monárquicos absolutos (contra os quais sempre se batera), causou espanto geral (porque era suposto que a apoiasse com grande entusiasmo), relegando-o para um total isolamento que apenas durou quatro anos.
Luís XVI é executado em 1793 e, em nome da Republica da Virtude”, inicia-se o “Reino do Terror”, que Edmund Burke denuncia nesse clássico do pensamento político, Reflections on the Revolution in France.
A sociedade intelectual britânica foi verdadeiramente abalada e as elites políticas e intelectuais fizeram acto de contrição sobre as previsões de Burke. Tivera razão antes de tempo, por isso ficara isolado.
Por essa razão, no pensamento britânico surgiu um novo consenso político, entre a direita, o centro e a esquerda. Que ainda hoje é incompreensível no continente europeu, mas se tornou uma especificidade da cultura politica de língua inglesa. E Burke é por isso o responsável. João Carlos Espada aborda esta questão em O Mistério Inglês e a Corrente de Ouro (Aletheia, 2010) e este livro de Ivone Moreira também.
Armando Palavras


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Tintim traduzido para mirandês.

 

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