"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada". (citada de memória)
Edmund Burke
A Filosofia Politica de Edmund Burke
Quando
Edmund Burke, depois de nos últimos 40 anos no parlamento inglês ter liderado
todas as campanhas “progressistas”, distinguindo-se na defesa de todas as
causas liberais, optou por condenar com veemência a Revolução Francesa (1789),
acusando-a de veicular um novo despotismo, ainda pior que os velhos despotismos
monárquicos absolutos (contra os quais sempre se batera), causou espanto geral
(porque era suposto que a apoiasse com grande entusiasmo), relegando-o para um
total isolamento que apenas durou quatro anos.
Luís
XVI é executado em 1793 e, em nome da Republica da Virtude”, inicia-se o “Reino
do Terror”, que Edmund Burke denuncia nesse clássico do pensamento político, Reflections on the Revolution in France.
A
sociedade intelectual britânica foi verdadeiramente abalada e as elites políticas
e intelectuais fizeram acto de contrição sobre as previsões de Burke. Tivera
razão antes de tempo, por isso ficara isolado.
Por
essa razão, no pensamento britânico surgiu um novo consenso político, entre a
direita, o centro e a esquerda. Que ainda hoje é incompreensível no continente
europeu, mas se tornou uma especificidade da cultura politica de língua
inglesa. E Burke é por isso o responsável. João Carlos Espada aborda esta
questão em O Mistério Inglês e a Corrente de Ouro (Aletheia,
2010) e este livro de Ivone Moreira também.
Armando
Palavras
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