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| A Grécia aqui tão perto! |
O País está numa situação de
emergência nacional. Porque as governações do “comentador de Paris” nos puseram
de mão estendida. Habituados ao folclore da democracia e do “deixa andar que
tudo se há-de resolver”, alguns pensavam que, com a ajuda da Europa, se
apertaria o cinto durante uns dois ou três anos, e tudo voltaria ao regabofe do
costume. Enganaram-se. O aperto é para uma geração. Alguns dizem que já não
podem ir ao cabeleireiro (mas ganham 7.000 euros mensais!), outros que já não
podem comer três lagostas por dia. Que comam duas, porque há gente que começa a
comer feijão com feijão e não se queixa tanto.
O Primeiro-ministro, Pedro Passos
Coelho, no passado dia 27, junto do primeiro-ministro sueco, apelou para a
responsabilidade de todos perante o momento histórico. E fez bem. A História
não perdoará aos que tiverem responsabilidade na queda deste governo (que podia
ser outro qualquer) neste momento.
Na política doméstica as coisas
não têm corrido como o governo e os credores previam e pretenderiam. E porquê?
Porque o país foi conduzido a falência técnica (versus bancarrota) por aqueles
que querem agora derrubar um governo que, a todo o custo, nos tenta livrar do
abismo! Dizer que o país continua a aumentar a divida, como trunfo político, é o
mesmo que dizer que se não percebe nada de economia ou se não entende nada de
politica. Um país com défice só com muita dificuldade consegue pagar a divida.
E para verificar esta premissa ausculte-se um orçamento familiar.
O mesmo se não poderá dizer da política
externa. O país, com o esforço dos portugueses, conseguiu, muito antes de
tempo, emitir divida pública e o comportamento dos mercados tem sido excelente.
Se o Tribunal Constitucional (TC)
não tiver em conta o momento histórico e chumbar as medidas que está a
analisar, o governo não terá alternativa. Nessa altura deverá fazer o que tem
de fazer: abdicar.
À responsabilidade histórica não
ficará ninguém impune. Porque tudo o que se ganhou de credibilidade em dois
anos, vai perder-se num mês.
Ao abdicar, o governo cumpre a
sua missão. O país terá de ir a eleições. Os credores cortarão o financiamento
e os portugueses, no mês seguinte, deixarão de receber o vencimento. A
austeridade será tremenda, pois o país terá de negociar um novo resgate. Só
nessa altura, o povo português entenderá no atoleiro em que foi metido. Mas, se
calhar, tem de passar por isso; para aprender de vez, já que lhe não serviu de
emenda o período escabroso da Primeira Republica.
E o actual governo não será
responsável pela situação. Seja aos olhos do povo, seja aos olhos da História.
O cidadão Pedro Passos Coelho
deve recandidatar-se. O TC, ver-se-á, nessa altura, a ceder o que havia
recusado. E jamais recuperará, perante os portugueses, a estima de hoje.
O povo é que sabe, e os juízes
também.
Numa situação de emergência, são
necessárias medidas de emergência.
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| Vespasiano |
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| Coliseu na Roma Antiga |
O filho de Vespasiano discordou
da medida, mas ele, pegando em algumas moedas que pertenciam ao primeiro
pagamento do novo imposto, colocou-lhas debaixo do nariz dizendo: “Non olet” (“Não
cheira”).
Armando
Palavras




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