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| Costa Pereira Portugal, minha terra. |
Recomendo da leitura
Agora que temos um Papa que parece conquistou a simpatia dos
crentes e não crentes, oxalá os habituais "inquisidores" da
comunicação social parem de fazer guerra cerrada à Igreja de Jesus Cristo, que
constituída por homens não isentos de pecado é natural que ao longo da sua
história alguns a tenham agredido e feito sangrar, mas até nos momentos menos
felizes a Igreja se manteve fiel ao seu Fundador mediante a entrega e labor
evangélico de muitos filhos seus que servindo-a, com amor, servem a Deus e ao
Próximo, procurando a santidade.
Neste Ano
da Fé que Bento XVI propôs aos fieis cristãos de todo o mundo
levar a cabo, e que a meio do Ano deixou a cargo do seu sucessor, Francisco, fazer o
balanço dos resultados que se esperam, é um dever de justiça saber ser
reconhecido ao Papa, emérito, que por culpa de certa comunicação social, muito
bem orquestrada, os verdadeiros fieis só após alguns meses do seu pontificado
se deram conta que tinham sido ludibriados. Mas quem lança os boatos, sabe que
alguma coisa fica ... a calunia. Isto para dizer que peguei
recentemente num livro de Zita
Seabra intitulado Auto-de-Fé
e cujo personagem é o Padre
Portocarrero, que entrevistado dá a sua douta opinião à volta
do que foram essas "cerimónias
públicas de execução das sentenças do Tribunal do Santo Oficio".
Sem fugir ao que merece reprovação o Padre Portocarrero recorda também que a
" Igreja que se senta no banco dos réus da nova inquisição: a opinião
publica. O Papa, os bispos, os padres, os religiosos e os leigos são constantemente
inquiridos sobre as razões da sua fé". E adianta "Talvez polémica
nalgumas das suas afirmações, embora ortodoxa na sua essência, esta resposta
pessoal não é contra nada, nem ninguém, porque, se enquanto cidadão e fiel
cristão me cumpre a liberdade de expor a minha opinião, como padre não me
compete julgar, nem condenar as pessoas, mas ser ministro da misericórdia de
Deus para as absolver e, a todas, sem exceção, acolher, servir e amar".
De seu nome Gonçalo Nuno Ary Portocarrero de Almeida, este padre
nasceu na Holanda, 1958, sendo o primeiro de três gémeos e o quarto filho de
pais portugueses. Licenciado em Direito pela Universidade de Madrid
(Complutense), posteriormente doutorou-se em Filosofia na Universidade
Pontifícia de Santa Cruz,
Dele comenta Zita Seabra: " Não era desafio fácil propor a um
padre fazer um livro tão improvável. No entanto, quando lhe fiz a proposta do
livro aceitou, sem condições, nem limites. Aceitou, repito, sem qualquer recomendação,
ou condição. (...) Respondeu, sem sair da ortodoxia da doutrina que prega e
nunca cedeu a uma linha condutora, muito usual, de dizer não o que pensa, mas o
que se considera que vai agradar a quem ouve e assim adaptar o discurso ao
gosto de quem assiste". Um interessante trabalho da Alêtheia Editores que
em Dia de São José e que o Papa Francisco I escolheu para sua entronização na
cátedra de São Pedro, ocorrida esta manhã, no Vaticano, recomendo a leitura.


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