Isto não interessa, o que interessa é a farsa dos planos de
melhoria, das metas, da avaliação de desempenho e de todas as outras mentiras
do sistema...
Assunto: Agressão a professora
Bom dia,
após contacto telefónico para denunciar uma agressão numa
escola, foi-me solicitado que vos contatasse por este meio. Assim, e enquanto
professora e cidadã passo a relatar o acidente/agressão de que fui vítima. Sou
professora numa escola, em Setúbal e, na passada segunda feira, dia 25 de
fevereiro, um aluno de uma turma de 9º ano retirou, sem o menor ruído e sem que
quase ninguém se apercebesse, de propósito, a porta da sala de aula dos
encaixes, pelo que a mesma ficou encostada à parede, dando a noção de que
estava aberta normalmente.
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| Lembram-se disto? |
Quando me dirigi para a porta com o intuito de a fechar (convém
salientar que é uma porta pesadíssima), a mesma caiu-me sobre o lado direito do
corpo. Se não fosse um aluno estar junto a mim e tivesse sustentado a sua queda
total, teria, certamente, ocorrido uma tragédia. Chamei funcionários e um elemento da Direção da escola para
testemunharem a ocorrência e foram necessárias quatro pessoas para voltar a
colocar a porta nos encaixes. Como no momento, e com o susto, nada parecia
ter-me magoado, continuei a dar aulas até às 18:30h.
| E disto? |
Já no carro, durante o trajeto de Setúbal para Almada, comecei a
sentir tonturas, dores no lado direito do corpo; um formigueiro e dores na
cabeça, vista, ouvido e pescoço, pelo que me dirigi às urgências do Hospital
Garcia de Orta, na área da minha residência. Permaneci durante seis horas nas
urgências, onde me foram realizados exames, nomeadamente uma TAC e diversos RX
que diagnosticaram um traumatismo craniano sem lesões internas graves e
hematomas na cabeça.
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| Ou isto? |
O resto do corpo apenas está dorido e com nódoas negras (face,
braço e anca). Contudo, e sem "pieguices" (como diria o nosso
Passos), eu poderia ter morrido, se a queda da porta não tivesse sido
apaziguada. E se caísse em cima de um aluno e o matasse? A responsabilidade;
negligência; leviandade; processo disciplinar e, quiçá, despedimento por justa
causa seriam imputados a quem? Ao professor. Todos lavariam as mãos qual
Pilates... Quem me indeminiza pelos danos de saúde de que padeço há três anos por
ter ido parar a esta escola por um engano, omissão, incompetência...? O que irá
acontecer a estes alunos que já cometeram inúmeras infrações graves e continuam
nas escolas como se nada fosse? Sim, é que o IFP que, supostamente,
"acolhia" estes alunos não os aguentam e estão a enviá-los para as
escolas novamente...
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| Ou disto? |
Surreal; irónico; subversivo.... não acham?
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| Ou ainda isto? |
Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80 quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de 200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a 600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou
Este é mais um desabafo de uma professora maltratada, que faz 80 quilómetros para ir trabalhar, gastando cerca de 250 euros/mês em gasóleo e portagens, sem quaisquer ajudas de custo, como tantos que tanto se queixam e, no entanto, as auferem; a quem retiraram cerca de 200 euros para acertos, no mês de fevereiro; que está congelada (a todos os níveis) há cerca de 8 anos; que vê contratados a serem colocados como efetivos, passando à frente dos seus 20 anos de serviço, porque o MEC decidiu oferecer mais um presente envenenado a 600 contratados, atirando areia para os olhos de todos, e passando, ou
melhor, tentando passar,
um atestado de debilidade mental aos professores e cidadãos portugueses,
subestimado a sua inteligência. E os professores de quadro que estão há anos
longe de casa e das suas famílias, gastando o que já não têm: saúde; esperança
e dinheiro? Resta a frustração e ir trabalhar com dores; malas com rodinhas;
com depressões ou cancros. Também, quantos mais morrerem melhor, certo?
Não vou cantar a Grândola Vila Morena, porque não estou em
condições físicas para o fazer, mas conto com a divulgação deste texto ou caso
(como melhor entenderem fazer), visto serem uma entidade respeitadora da
liberdade de expressão dos portugueses e que, indubitavelmente, lhes servem um
excelemnte serviço público.
Ana Clara Ramos
telm. 96-2943427
Comentário:
Esta situação vem de longe. E não é ao MEC actual que se devem
assacar responsabilidades. Este apanhou as leis perversas do anterior. E não é
com duas cantigas que se alteram leis aprovadas na Assembleia da República (a
anterior).
| E deste trio, lembram-se? |
Haveria muito para comentar, mas não é o tempo certo. Ficamo-nos
por aqui.





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