MONTALEGRE ENCANTO LOUCO
Cá nas terras de Barroso
Mesmo que a vida vá torta
Encontra sempre pousada
Passante que bata à porta.
E brade rijo:”ó da casa”
Ouve de dentro, já vai
Sente gente a pôr-se a pé
Saltar do catre num ai.
Vai acender a candeia
Ao fogo vivo da brasa
Alçar a barra da tranca
Abrir a porta com fé
E convidar com voz cheia
Estremunhada, mas franca:
Faz favor de entrar, quem é?
Montalegre encanto louco
Teu castelo majestoso
Estendida aos pés do Larouco
A capital do Barroso.
Barroso terra do gado
Sempre ouvi este rifão:
Mesmo em tempo de guerra
Se cultivardes a terra
Em Barroso há sempre pão.
Aquele que diz sempre ámen
Nem sempre é o teu amigo
Teu amigo é aquele também
Que nem sempre diz contigo.
Para seres pessoa de bem
E na sociedade estimado
Há um ditado que diz:
Não prejudiques ninguém
Nem metas o teu nariz
Aonde não fores chamado.
Quem nunca viu um cometa
E não sabe o que ele diz
Ponha os olhos nas estrelas
E no cu meta o seu nariz.
Maio de 2020 Júlio de
Barros

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