MÁRIO ADÃO MAGALHÃES
Jornalista - https://bomdia.lu/
Da doutora Conceição Campos, não há muitas palavras que a
possam caracterizar, e, naturalmente, nas minhas palavras pior ainda.
Maria da Conceição Campos não morre. Não é retórica. Não é
evocar os costumes. Uma força de vida daquela natureza não morre, e por isso
não morre por apenas a sua obra ser intensíssima. Profundíssima. Quem a conhece
sabe o que digo.
E enquanto amiga?! É indizível Maria da Conceição Campos, a
amizade Maria da Conceição Campos. É tão intensa. Tão presente, ainda, no
tempo.
Maria Conceição Campos padeceu de Parkinson durante uma
dezena de anos. Há-de ter sido uma eternidade para ela. E eu, cobarde, tive
muito pouca coragem de ser todo diante de si. Cheguei a passar à porta de sua
casa e não entrei. Cheguei a estar parado e não entrei. Que dor ver aquela que
não a outra com tanta vida, tanta força de vida...
Até que nem no dia derradeiro, há um ano, a vi encorpada no
seu todo e imenso, ainda que tão franzino corpo.
- David contra Golias.
Maria da Conceição Campos, entre tantas coisas foi
professora, mulher, mãe-imensa e intensa, activista e militante, e escritora e
poetiza. Escreveu de tudo. Mensurar poesia, prosa, contos, História e
literatura infanto-juvenil não é tudo.
Mário Adão Magalhães
2023/10/03
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