Por BARROSO da FONTE
Uma embaixada de Portugueses agradecidos, sobretudo de cidadãos do então Condado Portucalense, vão levar e fixar a escultura, colocando-a em espaço condizente com o simbolismo desse ato heróico que teve o seu auge na Batalha de S. Mamede, em Guimarães, em 24 de junho de 1128. Esse ato mereceu a sintonia política, em 1143, e o reconhecimento papal, em 1179. São dados historiográficos que merecem ser divulgados às novas gerações.
Guimarães fundou,
em 2019, uma Associação Cívica que lidera, com mais doze coletividades locais,
um protocolo para, em sintonia com a autarquia, comemorarem os 900 anos da
fundação de Portugal em 2028. O presidente da Sociedade Histórica da
Independência de Portugal e o responsável da Fundação Rei Afonso Henriques, de
Zamora, formam uma parceria para esta simbólica cerimónia histórica que honra
os dois países irmãos. A inauguração da escultura decorrerá, pelas 18 horas de
sábado, no espaço ajardinado da Fundação Afonso Henriques. E, no dia 30, às 13
horas haverá missa solene na catedral, por três Bispos: de Zamora, Arcebispo de
Braga e de Coimbra. Os atos são livres e espera-se que o fator proximidade,
possibilite a presença de muitos patriotas quer Portugueses quer Espanhóis.
A Direção da Associação Grã Ordem Afonsina fez-nos chegar uma carta aberta aos Patriotas. Ei-la:
«I - A Grã Ordem
Afonsina tem a honra de anunciar que no dia 29 de abril de 2023 será inaugurada
em Zamora, Espanha, uma obra escultórica de Afonso Henriques, executada pelos
artistas vimaranenses Dinis Ribeiro (escultor) e Abel Cardoso (arquiteto),
dando seguimento à ideia nascida no dia 05 de outubro de 2022, durante as II
Jornadas de Património Cultural Intangível de Guimarães realizadas no Teatro
Jordão. Houve quatro razões justificativas para a realização desta obra e sua
colocação neste local:
b) A circunstância
de ter sido Zamora o local onde se deu o importante encontro de paz e amizade
entre D. Afonso Henriques e seu primo Afonso VII, no dia 05 de outubro de 1143,
na presença do Cardeal Guido de Vico, delegado do Papa.
c) A existência de
uma instituição hispano-portuguesa muito prestigiada, com sede partilhada entre
Zamora e Bragança, que escolheu e usa a denominação social de Fundação Rei
Afonso Henriques.
d) O facto de a
população de Zamora manter afeição, respeito e admiração pelo nosso Rei
Fundador, a ponto de lhe dedicar uma festividade anual em dia de Pentecostes,
promovida pelo "C.T.T. de Zamora y Municípios Limitrofes", para
comemorar a sua instituição como cavaleiro.
II - A inauguração
da escultura vai ocorrer integrada num evento a que se deu nome de "AFONSO
HENRIQUES - ZAMORA 2023", ou abreviadamente AHZ 23, terá lugar no último
fim-de-semana de abril (dias 29 e 30), organizado pela Grã Ordem Afonsina em
parceria com a Fundação Rei Afonso Henriques e a Sociedade Histórica da
Independência de Portugal e com apoios do Ayuntamiento de Zamora e da Câmara
Municipal de Guimarães.
A fixação do
evento no último fim-de-semana de abril teve em vista aproveitar a referida
festividade em honra de Afonso Henriques que costuma ocorrer no dia de
Pentecostes, mas que este ano foi antecipada para não coincidir com as eleições
autárquicas em Espanha, agendadas para o dia 28 de maio.
Do programa consta
a inauguração da escultura, pelas 18 horas no dia 29 de abril (sábado), no
espaço ajardinado da Fundação Rei Afonso Henriques (antigo Mosteiro de S.
Francisco) e uma Missa solene na Catedral de Zamora, pelas 13 horas do dia
seguinte (domingo), presidida pelo Senhor Bispo de Zamora D. Fernando Valera,
que, entretanto, dirigiu um convite ao Senhor Arcebispo de Braga e ao Senhor
Bispo de Coimbra manifestando o desejo de partilhar com eles a Celebração
Litúrgica.
III - Esta
iniciativa pretende ser o primeiro passo para a criação de uma rota
internacional por superfície que descreva os caminhos percorridos por Afonso
Henriques na construção da primeira "portugalidade", ou seja, desse
primeiro "país" nascido da sua vontade de independência do reino de
Leão. Esse caminho (designado de VIA REGIS ALPHONSI) terá de singular e de
valência primordial a narrativa que se pretende depositar sobre cada um dos
lugares (aldeias, vilas ou cidades) revelados pela sequência de eventos que
levaram à construção de Portugal e ligá-los em rede construtiva, numa estrutura
de encadeamento de histórias que permita ao visitante tomar consciência dessa
primeira geografia nacional. Este projeto pretende afirmar-se como uma plataforma
transfronteiriça integradora de "novos territórios", outrora
antagónicos, mas que se podem e devem aproximar. Numa palavra, será um
instrumento de marketing territorial, com uma abrangência para além do
território nacional, permitindo parcerias e encontros com territórios de
Espanha, numa dialética de paridade.
IV - A nova
escultura de D. Afonso Henriques terá uma altura de 6 metros e será constituída
por dois elementos fundamentais:
a) Um
plinto/trono, que permitirá a escultura figurativa elevar-se cerca de 1,80
metros acima do nível do solo e que terá uma imagem muito pragmática do ponto
de vista do desenho; b) Por cima do plinto erguer-se-á uma escultura figurativa
de D. Afonso Henriques, em linguagem contemporânea, representando um jovem
mancebo, no pico da sua tenra adolescência e amarrado a um elemento primordial
da narrativa cavaleiresca: a espada. O peso total da escultura rondará as 15
toneladas e será esculpida em três tipos de pedras diferentes:
1) O granito da
região de S. Torcato, por ser um lugar mítico da narrativa da reconquista
cristã da península;
2) A pedra
mármore, a simbolizar a ligação de Afonso Henriques às suas conquistas no sul
de Portugal;
3) A pedra Negro
Angola, a encerrar esta trilogia de materiais e que ligará o elemento escultórico
à diáspora portuguesa, que se veio a verificar poucos séculos depois.
À semellhança do
que se verificou na escultura de Soares dos Reis, em que o plinto original da
escultura foi concebido por um arquiteto amigo pessoal do escultor, os autores
desta nova escultura resolveram agarrar essa tradição de uma peça artística
poder ser feita a duas mãos, ou seja, ser um trabalho conjunto de um escultor e
um arquiteto, ambos habituados a trabalhar com espaço e com materiais.
Os portugueses
estão habituados a imaginar Afonso Henriques ligado à figura que está esculpida
por Soares dos Reis em Guimarães, ou seja, um homem na casa dos 30/40 anos, no
seu vigor físico e intelectual. Desta vez, Afonso Henriques será representado
na sua fase de adolescente, dado que quando se deslocou a Zamora para se armar
cavaleiro tinha apenas 14 anos. Com esta nova escultura de Zamora, os autores
pretendem abrir uma nova porta ao nosso imaginário, apresentando uma figura de
Afonso Henriques como adolescente, uma figura singela de um rapaz a meio da sua
puberdade e a investir-se como cavaleiro, num gesto que lhe permitiu
ajoelhar-se jovem e erguer-se Homem.
V - Está preparado
um programa de viagem com transporte em autocarro de turismo, alojamento e
pensão completa, com as condições constantes de brochuras e cartazes
distribuidos na cidade e difundidos nas redes sociais.
Segundo as
palavras de Bernardo Sá-Nogueira, (in National Geographic Portugal)
"Guimarães é seguramente a cidade portuguesa que mais se apropriou da
memória coletiva do reinado de D. Afonso Henriques, integrando-a na sua oferta
turística. Até o clube de futebol local usa a imagem estilizada do
monarca". Estamos certos que D. Afonso Henriques representa o maior ativo
intangível de Guimarães!
Assim o
consideraram também as três magnânimas e disponíveis empresas vimaranenses - de
quem nos sentimos muito gratos - que patrocinaram esta obra escultórica que irá
perpetuar a memória do nosso Rei em terras de Espanha e constituir um orgulho
para todos os portugueses.
Os cidadãos, as
empresas e as instituições vimaranenses não podem ficar indiferentes a esta
homenagem ao símbolo mais querido e significativo de Guimarães, tanto mais que
será feita em território estrangeiro.
Todos a Zamora!
Por D. Afonso Henriques, por Guimarães, por PORTUGAL!
O Presidente da
Direção
Florentino Cardoso»


.jpg)

É um orgulho a gente do Norte nunca esquecer a importância das suas raízes! Quase esquecida pelo "Centro", quase sem abébias que se vejam, vai aparecendo airosa e culta, agradecida e com honras patrióticas!
ResponderEliminarEsta gente tem o Norte abandonado e esquecido, para não ter que se lembrar que o norte é superior, para não terem que medir forças ...