domingo, 20 de fevereiro de 2022

As caixas Multibanco, mais as instituições bancárias


Mário Adão Magalhães

Jornalista

https://bomdia.lu/


As instituições bancárias há uns anos, mesmo nas Contas à Ordem, pagavam juros. Quiseram generalizar o uso do Multibanco. Procedimento que trazia logo à cabeça menos recursos humanos e logísticos.

Com isso, os bancos, fizeram com que se tornasse indispensável o cartão e com o beneplácito tácito do Governo que obriga qualquer cidadão, mais que isso, a ter uma conta bancária, porque há serviços – especificamente do Governo ou governamentais que de outro modo não estão disponíveis.

Agora pagamos-lhes para ganhar dinheiro com o nosso dinheiro! Nem é guardar – é movimentar, circular por caminhos ínvios com o nosso dinheiro.

Hoje a eficácia dos desideratos dos movimentos bancários, estão logo informatizados e em linha, menos se justifica que haja dever de pagamento, mesmo em casos para além da anuidade.

Com muita frequência dirigimo-nos a uma Caixa Multibanco e não têm os talões de papel que de acordo com os serviços alargados, precisamos deles para fazer prova e fé para tudo.

Prova de pagamento de compras. Prova de pagamentos de serviços e impostos ao Estado e a Câmaras. Sobretudo prova de pagamentos de coimas com a viatura automóvel e até justificar pagamentos de IUC.

Impune? Temos que pagar realmente essas comissões ao Banco?! É justo o valor que muitos bancos desejam e tentam fundamentar a sua justiça?

Há máquinas que disponibilizam talões de muita má qualidade, têm tinta que não resiste ao normal uso e manuseamento. Se manuseados na nossa carteira também, rapidamente, perdem a utilidade.

Também há as máquinas Multibanco decrépitas e obsoletas que disponibilizam os talões pura – não é eufemismo – pura e simplesmente ilegíveis. Em branco. Outras cujas teclas de marcação são imperceptíveis, outras já lá não estão, obrigando a digitar códigos ou valores assim um pouco ao calhas, a fazer cálculos mentais.

Este particular até se dá com mais regularidade no banco público que é a CGD.

Mário Adão Magalhães

 

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