domingo, 8 de setembro de 2019

Usar e confundir o pagode


Por: Costa Pereira Portugal, minha terra    
  
(aproveito para homenagear dois notáveis e saudosos transmontanos que muito honraram a Província: Tomás Espírito Santo e Jaime Neves)
Eu só lamento este pensar dos portugueses, meus concidadãos, como é possível sermos tão insensíveis ao que nos circunda e nós com toda a naturalidade aceitamos pacificamente. Um governo que não foi eleito, um governo que é responsável pelo maior aumento da carestia de vida desde que o 25 de Abril surgiu, e um governo que mais nos mentiu e continua a mentir, sobretudo nas ocorrências trágicas dos incêndios que têm destruído a floresta nacional e provocado mortes e bens patrimoniais. É tempo de mudar de rumo, e pensar antes de votar.
 Não é futebol, mas um governo para governar Portugal. São quatro anos que temos de gramá-los, é tempo demais, para aturar gente que por vezes se serve, em vez de servir. Pela minha parte, estou satisfeito e dou por bem empregue o tempo gasto nesta operação e em particular o regresso de alguns históricos do PSD que andaram em digressão por searas alheias. Muitos são responsáveis pelo êxito populista da “Geringonça”, pois de um modo ou outro ajudaram à sua implantação. Santana Lopes é um deles e o mais destacado no apoio dado.
Quanto a mim também a Concelhia de Cascais do PSD meteu o pé na argola, ao ser desfavorável, por unanimidade, à admissão de António Capucho naquela secção. Outros mais vieram, como Luís Montenegro. E que falta fazem. Uma “Social-Democracia” se deseja, e até serve para a “catarineta” do BE, usar e confundir o pagode.

1 comentário:

  1. Costa Pereira deslumbra-me e surpreende-me com a sua mensagem de 8 do corrente. Quase me tirou a palavra da boca nas três linhas de força desta sua frontal reflexão. A primeira lembra dois vultos da sociedade Portuguesa: O general Jaime Neves e o Dr. Tomás Espírito Santo. Conheci pessoalmente os dois. Terá havido - e houve mesmo - figuras humanas nascidas em Trás-os-Montes, igualmente enormes pelo que fizeram em prol do país e da democracia Portuguesa. Mas estes dois vila-realenses ainda não foram perpetuados como os seus méritos merecem.
    Costa Pereira é um denunciador correto, oportuno e perspicaz quanto às injustiças que a Sociedade Portuguesa comete. Só os verdugos, os exóticos e os transviados dão nas vistas dos decisores.
    A segunda ideia de Costa Pereira tem a ver com «a geringonça» que colocou na política nacional e internacional um conceito democrático cheio de vícios, repleto de incoerência, de vingança e de mentiras. Essa tríade mental foi criação maldosa de António Costa que passou quatro anos a gabar-se dos êxitos alheios e conseguiu acusar sistematicamente aquele que lhe deixou as contas certas, para ele, à custa de uma reviravolta incoerente e inconsistente, ser primeiro ministro. Se recordamos que «tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta, basta abrir os olhos, bater com a mão no peito e concluir que António Costa falhou em tudo o que de mal aconteceu ao país. Bastou-lhe um truque baixo, muito baixo, para contrariar tudo aquilo que durante quatro anos se tinha imposto, como sistema justo, igualitário, fraterno, progressista, plural e humanitário. Essa fúria destruidora começou no derrube do camarada António José Seguro e manteve-se nos incêndios, nas suas vítimas, às muitas e sucessivas calamidades que se foram sucedendo sem que alguma fosse resolvida com a clareza, a transparência, a oportunidade e a lógica recomendam. Só greves, roubos, falcatruas, amiguismo, corrupção, incompetência, aproveitamento indevido, prepotência.
    Até dia 6 de Outubro, António Costa nunca poderá gabar-se de ter sido eleito para os quatro que tem vindo a elogiar, como dono disso tudo. A Vitória que reclama e que o fez primeiro ministro pertenceu a quem ganhou as eleições e suportou 4 anos a ser humilhado, desfeiteado, zurzido.
    Por isso António Costa só dia 6 de Outubro próximo poderá ser eleito para o cargo de que se valeu para deixar um país idolatrado, apodrecido, anarquizado, faminto, enganado, grevista sistemático e sem esperanças de futuro.~
    Finalmente estou de acordo com o que escreveu quanto à C.P. do partido político a que António Capucho pertenceu. Fossem todos como ele e Portugal não teria descido aos infernos, como estes quase 48 anos de falsa democracia o parodiaram. Até quando? A resposta será dada dia 6 de Outubro. Barroso da Fonte

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