O livro oferece-nos
uma narrativa singular sobre os Franji (Francos), observada pelo lado do
Árabes.
Maalouf, apoiado nas fontes Árabes, e no conhecimento que hoje se tem
desses tempos históricos, descreve os Francos como cruéis, selvagens,
ignorantes e culturalmente atrasados - comparados com os Árabes de então (o que é uma verdade).
Das primeiras
invasões, no Século XI, até a derrocada geral das Cruzadas, no Século XIII, o
livro constrói uma narrativa onde se podem observar as patifarias de ambos os
lados.
São aqui rememorados
heróis, tanto Árabes como Cristãos, assim como os patifes. As negociatas, a
diplomacia, as intrigas, as fragilidades do mundo muçulmano (dos seus califas,
muitas vezes substituídos pelos antigos escravos); a acção da seita dos
Assassinos, e a força dos Turcos, aos quais pertence Saladino e a maior parte dos
grandes chefes que conduziram os Árabes à vitória final, a tomada de Jerusalém.

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