terça-feira, 27 de agosto de 2019

Esta coisinha a que hoje chamam Portugal e o museu Salazar


Esta coisinha a que hoje chamam Portugal é mesmo uma coisinha. O último homem de Estado que a coisinha teve, gostem ou não, foi Pedro Passos Coelho. Não esperem que façamos um tratado das razões, toda a gente sabe. Até o maior laparoto! O que resta são coisinhas que se dedicam, à falsa fé em prejuízo do próximo, à coscuvilhice e à vigarice assente na intriga e na aldrabice. Criam-se “Academias famyligate” para promover as comadres e paga-se a preço de ouro a aldrabice impressa e por via oral.
Parece que o Financial Times (o FT) mandou coisa cá para fora sobre as "virtualidades" de quem assume o poder desta coisinha por processos obscuros. Em 2007 mandou coisa parecida sobre as virtualidades de quem nos conduziu à BANCARROTA de 2011. Claro que os pasquins nacionais vieram logo trazer ao sossego diário do cidadão comum, um certo sobressalto com a aldrabice do FT.
E parece que anda para aí uma petição, organizada por uma liga de certas seitas vermelhuscas a impedir que o museu Salazar em Santa Comba Dão seja uma realidade. A tal ponto que os promotores da ideia, acagaçados com as opiniões dessas coisinhas, já veio a público, tremendo, dizer que sempre tiveram em mente formar um “centro Interpretativo” e não um museu.
É assunto para reflectir, pelo menos para aqueles que pensam. O que levará essas coisinhas vermelhuscas a quererem impedir o tal museu? O que levará a autarquia de Santa Comba Dão a ajoelhar-se à pressão dessas coisinhas?
É simples, essas coisinhas temem que certas verdades venham ao de cima, e a autarquia teme que no próximos Orçamento de Estado (claro, se o famyligate do PS estiver no governo- cruzes, credo!) seja prejudicada.
Um dos maiores erros civilizacionais que aconteceu nestes últimos 70 anos na Europa Ocidental, foi a proibição da publicação do Mein Kampf. Percebemos as razões que levaram a isso, mas nunca com elas concordámos. Felizmente, o tempo deu-nos razão. Há dois anos começou a ser publicado. Sabem que mais? As pessoas passam pelas livrarias observam o volume e vão-se embora sem o comprarem. Nada do que não havíamos previsto. Nós próprios que possuíamos uma edição rara com apenas cerca de 100 páginas, comprámos o volume e está na prateleira à espera.
Outro erro foi a Europa Ocidental não ter denunciado a devido tempo os crimes horrendos de Estaline (porque Brecht -  e Sartre ? -  eram seus apaniguados). Também sabemos das razões, mas nunca concordámos com elas. Só tardiamente se publicou a obra de Aleksandr Soljenítsin. E ainda estamos à espera que haja uma editora com aquelas coisas no sítio para publicar a de Varlam Chalamov. Em português existem meia dúzia de contos publicados pela Relógio D’Água, traduzidos por José Manuel Milhazes. No Brasil já está totalmente publicada!
Então qual é o medo do museu salazar? Ao contrário do que essas coisinhas querem fazer crer, o regime do Estado Novo, nunca foi um regime fascista, quanto muito, repetimos, quanto muito foi uma ditadura clerical.

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