sábado, 23 de junho de 2018

Vamos lá à verdade sobre a greve dos professores

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A senhora Secretária de Estado da Educação, Drª Alexandra Leitão, numa tentativa de manipular o incauto ou o tolo, resolveu escrever um artigo no jornal Público (24 de Junho de 2018), intitulado “Factos sobre a recuperação do tempo de serviço dos professores”.
A intenção da senhora não foi esclarecer. É certo que nesta questão as estruturas sindicais, sobretudo as grandes confederações, têm grandes responsabilidades – para se não utilizar a palavra “culpa” – porque quando em 2007, num governo sinistro, deveriam ter dito “não” defendendo a classe laboral sua associada, resolveram “negociar” (por questões ideológicas) com gente obscura, sem carácter.
É claro que sabendo disto, porque se tratava de um governo socialista, a Drª Leitão está à vontade para “manobrar” a coisa. E é o que pretende fazer neste artigo. Os objectivos essenciais do mesmo são dois: a questão da avaliação dos professores e a equivalência da carreira docente às outras carreiras da Função Pública.
Então já se não lembram dos pressupostos
 "filosóficos" do senhor Pedreira?
Dizia o cavalheiro que os professores ou se adaptavam
(às patifarias do seu governo), ou seriam TRUCIDADOS!
E já  se não lembram das canalhices  do senhor Walter Lemos?
Que promulgou directivas em prejuízo de tantos?
Quanto à primeira, a senhora Leitão sabe muito bem de quem é a culpa. E ficamo-nos por aqui (por agora); quanto à segunda, além dos recursos económicos (que tanto criticaram na governação de Passos e Portas), está em cima da mesa uma questão asquerosa ideológica. Em nenhum país decente, desenvolvido, se trata por igual aquilo que é diferente. E a carreira docente é diferente das outras carreiras da Função Pública – pelas suas especificidades. E ficamo-nos por aqui (por agora).
Vamos agora à questão essencial. O congelamento da carreira. Quem a congelou, que fique bem claro, foi um governo socialista, onde António Costa era o número 2. E onde a senhora Leitão já rabiscava umas coisas.
A carreira dos professores foi congelada durante dois períodos que correspondem a cerca de 10 anos. Ora à época, a da Troika, o Tribunal Constitucional considerou que apenas aceitava estas medidas se estas fossem transitórias, pois se fossem decretadas de forma permanente seriam inconstitucionais.
E o que pretendem então os professores, num período em que o governo (PS, BE, e PCP) e acólitos dizem que terminou a austeridade? Ou seja, depois da Troika, de Passos Coelho e Portas?
Pretendem que o tempo de serviço que foi prestado de forma efectiva lhes seja contabilizado de acordo com as regras legais em vigor. E que os efeitos transitórios considerados pelo Tribunal Constitucional sejam aceites por esta governança, a da senhora Leitão.
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Nem sequer pretendem que lhes sejam pagos os retroactivos relativos aos cortes sofridos ou a progressões não realizadas, ou alterar regras que foram legisladas pelo partido da senhora Leitão, incluindo um Estatuto da Carreira Docente.
Assim sendo, é bom que a senhora Leitão escreva a verdade inteira e que o “Komentariado”, todo ele habilidoso a defender quem lhe unta as mãos, tenha alguma vergonha, demonstrando algum carácter. Como é bom que esta governança (PS, BE e PCP) desista de vez dos seus comportamentos FASCISTAS / ESTALINISTAS, sobrecarregando os docentes em greve, através de directivas ("Notas informativas") ilegais.

Nota à margem:

As forças sindicais não têm que negociar coisa alguma com esta governança. O que têm que exigir é que esta cumpra as recomendações do Tribunal Constitucional!

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