segunda-feira, 10 de abril de 2017

Novos Corpos Directivos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa


Jorge Lage
A vida associativa das nossas casas regionais, regem-se por ciclos directivos de dois ou três anos. Á Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) lisboeta é a mais antiga casa regional, fundada em 1905. Assim, a 13 de Março, foi empossada a nova direcção e teve a abrilhantar este acto, para além de inúmeros associados, o Vice-Presidente do Município de Lisboa, Duarte Cordeiro. Nos últimos anos, a CTMAD viveu alguns momentos agitados, principalmente, porque estavam em causa obras de vulto em nova sede cedida pelo município, mas que acabou por se fazer marcha atrás. 400.000 euros era uma loucura! Ainda bem que prevaleceu o bom senso. Este ano será o mais favorável para a nova Direcção conseguir do Município um imóvel para este fim, sem grande volumetria em altura e em bom estado de conservação. Assim haja vontade da autarquia e «teimosia» da nova Direcção. Como diz o povo: quem tem cuidados não dorme. Os corpos directivos têm a seguinte composição: Assembleia-Geral: Presidente - Jorge dos Santos (Murça), Vice-Presidente - Fernando Sá (Mirandela), 1º Secretário - Leonardo Antão (Miranda do Douro), 2º Secretário - Jorge Gomes (Chaves); Direcção: Presidente - Hirondino Isaías (Freixo de Espada-à-Cinta), Vice-Presidente - Vasco Saldanha (Mirandela), Tesoureiro - Delmindo Almendra (Alfândega da Fé), Secretário - Sérgio Machado (Mirandela), Vogais - Elsa Moreira (Mogadouro), Carlos Cordeiro (Mirandela), Laurinda Machado (Mirandela), Armando Cid (Alfândega da Fé), Fernando Marinho (Alijó), Vogais Suplentes - Joaquim Prada (Macedo de Cavaleiros) e José Coelho (Vimioso); Conselho Fiscal: Presidente - Nuno Aires (Torre de Moncorvo), Vogais - Moisés Borges (Vila Flor) e Eduardo Botelho (Mirandela) e Suplente - José Rebelo (Chaves). No programa dizem que irão pautar-se pelo «Rigor, Lealdade e Transparência», reactivando o boletim informativo, privilegiando os endereços electrónicos e apresentar uma solução para a nova sede. Vão dinamizar a cultura e diversões, promovendo os «serões», tertúlias, lançamento de livros e chás dançantes, na última sexta-feira de cada mês e lançamento de uma colectânea de autores trasmontanos e alto-durienses. Como objectivo de maior impacto propõem-se realizar o IV Congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Maio 2018. É minha opinião que um congresso exige uma grande articulação e imaginação e que o tempo mais propício poderá ser em 2020 ou 2021. Mas com trabalho redobrado tudo se consegue num tempo mais curto. O que me salta à vista, nos corpos directivos, e que muito nos apraz é ver mirandelenses em todos os órgãos, assembleia, direcção e conselho fiscal. Um total de seis elementos e, pela amizade, destaco o Carlos Cordeiro e o Eduardo Botelho. A todos desejo o melhor trabalho e maior sucesso para satisfação dos associados e da nossa região.

Provérbios ou ditos:

«Abril», 4.º mês (do lat. «Aprilis»), que provém de «aprire», que significa «abrir», porque, segundo os romanos e o seu calendário, sendo Primavera, a vegetação brota ou abre-se.

       Assa castanhas e vai comendo.
       Em Abril guarda o teu gado e vai onde tens de ir.
       A violência é o refúgio das mentes pequenas.

Quadro livre

No convés, vão dois corpos abraçados.
Pela brisa, pelas ondas embalados,
Quadro livre, de pintura e desejo.
Mar e lua, testemunhos convidados.
Vão na vaga de frescura, beijo a beijo.

 E se a noite caminhando vai seguindo,
As estrelas vão cantando,
Lindo, lindo!...

Zé do Vale, no Oceano Índico, Maio 1966

Nota:Enquanto, durante cerca de um mês de viagem, o paquete vogava, rumo a Díli, no convés a vida regurgitava, com amores, desejos, emoções, saudades e sonhos…
Uma santa e feliz páscoa, para os leitores, colaboradores e directores do Notícias de Mirandela!

Jorge Lage – jorgelage@portugalmail.com – 21MAR2017

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