domingo, 30 de abril de 2017

Mas não fui só eu que fiquei contente

Por: Costa Pereira Portugal, minha terra

Agora  quando vou à capital do barro leiriense que não tenho Café à porta, também por vezes me dispenso desse costume guloso. Mas na véspera de regressar à minha residência habitual, na 2ª-feira , fui ao Lg. dos 13, onde no bar das Piscinas, me juntei à mesa de familiares e amigos em fraterna camaradagem.
Dos muitos defeitos que ainda não corrigi, um é concentrar-me na Bajouca Centro e só raramente sair para visitar os demais lugares da freguesia. Resulta daí, que com quase meio século de convivência com bajouquenses, sou mais conhecido do que conhecedor de pessoas e famílias. Uma vergonha.
Com muitos imigrantes que nesta quadra pascal vem de visita à terra-berço, de muitos sou amigo, mas até alguns destes se me escapa o nome quando preciso de os citar, como agora. Todavia tenho sempre um anjo da guarda para me ajudar a resolver os problemas, desta vez foi a Bela.
 Muitas caras conhecidas, mas que nem todas sei identificar, no meio de tantas sempre distingo algumas. Aqui o ti Silvino Afonso, com a sua canadiana ao lado, a tomar o cafezinho, ao pé do Rui e da  Célia Arneiro. Lá ao fundo, encostado ao balcão, o Paulo Renato, que tem os pais adoentados.
Também aqui no palanque, muito entretido na leitura, o ti Bernardino Afonso, e na galhofa o Isabel Neto, mais a Madalena Sarradela. 
Mas quem gostei mesmo de ver, pois já não via há tempos largos, foi a D. Luz, viúva do Sr. Farinha, figuras que ambas deram muito de si ao Rancho Folclórico do Grupo Alegre e Unido (GAU). Com residência em França, a D. Luz Ferreira da Mota, este ano decidiu-se acompanhar os filhos, o Fernando, aqui a seu lado, e o Aníbal com a esposa, que não os cheguei a ver. Fica para a próxima.
 Mas não fui só eu que fiquei contente

25 - antologia CTMAD - Isabel Alves

 
Isabel M Fernandes Alves nasceu em Carva, Murça, em 1964. É docente na UTAD, com um doutoramento em Literatura Norte-Americana: Fragmentos de Memória e Arte: Os Jardins na Ficção de Willa Cather, Colibri (2006). Nos últimos anos, e para além de estudar autores americanos, tem vindo a interessar-se pela relação entre literatura e paisagem. Tem também desenvolvido estudos na área da literatura comparada; nesse âmbito, escreveu sobre Júlio Dinis, Miguel Torga e A.M. Pires Cabral. Co-editou Aqui e Agora Assumir o Nordeste : Antologia de Textos de A. M. Pires Cabral, Âncora (2011).

A humilhação da França



Vasco Pulido Valente - OBSERVADOR

Se a sra. Le Pen ganhasse, seria uma catástrofe para Portugal, que vive do Euro e do BCE. Mas por isso mesmo talvez seja bom compreender os franceses que votaram nela e muitos que não votaram. Não basta chamar à criatura racista, xenófoba e autoritária por muito que seja bom desabafar. O problema essencial da França vai para além disso: é, como diz Le Pen, um problema de identidade. Explicando por partes e não indo muito atrás para não complicar as cabeças; a França sempre se considerou “a Grande Nação”, o centro da Europa e do mundo. Mas, militar e politicamente, há muito tempo que se tornou numa potência de 2ª. classe, que não intimidava ninguém. A Alemanha invadiu a França três vezes de 1870 a 1940 e só não tomou conta de tudo da segunda vez, em 1914-1918, por obra e graça da Inglaterra e da América. A invasão nazi foi a pior, com o efectivo fim do exército francês e quatro anos de colaboracionismo e ocupação. A insistência de de Gaulle conseguiu que a França figurasse – e figurar é a palavra – nas negociações e na vitória, mas toda a gente percebeu que se tratava de uma fraude para salvar o orgulho da França. E, em nome desse mesmo orgulho, de Gaulle também criou o mito de que a nação inteira unanimemente resistira (quando ela quase unanimemente colaborara) e que a resistência fora geral quando ela fora episódica e rara e só agira com algum efeito depois do desembarque aliado na Normandia em 1944.
O Francês tinha sido durante séculos a língua da diplomacia, da boa sociedade e do bom gosto. A seguir à II Guerra, o Inglês substituiu o Francês e acabou por se tornar a língua franca do mundo inteiro. Paris era o centro cultural do Ocidente: lá nasciam ou de lá chegavam a grande literatura, a grande pintura, a grande filosofia e o pensamento político da moda. Mesmo nós, nesta aldeia, tivemos de sofrer o existencialismo, o neo-marxismo, o freudo-marxismo e as várias tendências do estruturalismo. Na minha geração, era obrigatória uma visita a Paris por volta dos vinte anos. Hoje essa peregrinação é a Nova York.
O que ficou à França da sua antiga “grandeza”? Como se reconhece o patriota médio, nesse país endividado, fraco, na prática submetido à autoridade financeira da Alemanha e há dezoito meses em Estado de alerta por causa de uma série de atentados terroristas? Não se reconhece; e o “chauvinismo” francês, que continua tão vivo e violento como de costume, abafa de cólera.
A sra. Le Pen não irá provavelmente ganhar. Mas ganhe ou não, a desforra da presente humilhação da França, essa, é mais do que certa.

Não me levem a mal, mas não haverá revolução liberal


Alberto Gonçalves - OBSERVADOR

Os portugueses querem levar a vidinha sem sobressaltos, maçadas e vergonha na cara, promessas em que, por exemplo à imagem de Salazar, a esquerda é exímia. Falar-lhes de liberalismo é um luxo inútil.



À revelia dos meus princípios (é verdade, tenho dois ou três), há oito dias participei num encontro público. Em primeiro lugar, porque se realizou a escassos minutos de minha casa e a minha preguiça tem limites. Em segundo lugar, porque os organizadores são pessoas que estimo e detestaria desapontá-las. Em terceiro lugar, porque o tema era a conversão dos portugueses ao liberalismo e sou um devoto de causas perdidas e esotéricas.
Apareceram dezenas de curiosos, dos 17 aos – faço uma estimativa – 77 anos, talvez metade dos liberais disponíveis no país. Discutiu-se imenso. Não se chegou a conclusão nenhuma. Sobretudo, não saiu dali a sombra de um partido, um movimento, uma comissão, uma “iniciativa” sequer. É escusado acrescentar que a coisa correu maravilhosamente.
Apesar da retórica oficial e oficiosa em sentido contrário, gostar da liberdade não é para todos. Por cá, de resto, é para muito poucos. Há séculos que filósofos, pensadores e génios diversos tentam capturar, com rede ou zagalote, a “identidade” pátria. Eu descobri-a numa reportagem de “telejornal” sobre a eventual proibição de fumar em carros particulares na presença de menores. Inquirido a propósito, enquanto fumava ao volante com o filho no banco de trás, um indivíduo declarou-se irredutivelmente a favor da putativa lei. Ou seja, aquele portento de cidadão apenas esperava que o Estado o impedisse de cometer um comportamento que ele próprio achava condenável. E ele próprio não via nada de condenável nisso.
É natural. Inúmeros compatriotas esperam pelo Estado para quase tudo: a regulação de condutas, um “apoio”, um “jeitinho”, um abrigo, um ralhete, uma norma, um conforto, um emprego, o que calhar. Sem aval superior, nós – e por “nós” entenda-se a população quase em peso – não existimos. Pior ainda, desconfiamos que não somos dignos de existir. Não me canso de repetir, ou, para ser sincero, canso-me bastante: os portugueses são crianças, genuinamente desprovidas de um pingo de autonomia e para cúmulo satisfeitas com a situação. Às vezes resmungam? Claro que sim, já que é dever das crianças resmungar até que as devolvam à ordem ou lhes ofereçam o Cornetto de morango.
Esta semana, os dois principais animadores do encontro acima referido, o Telmo Azevedo Fernandes e o Vítor Cunha, assinaram no Observador artigos acerca da possibilidade de um liberalismo português. Começo pelo artigo do Telmo, que admiro pela inteligência e de que discordo pelo optimismo. Resumindo demasiado, o Telmo defende “a superioridade moral da defesa das liberdades individuais por contraponto a qualquer das alternativas ideológicas existentes”. Aqui, está evidentemente certo. Em simultâneo, defende ser possível convencer as gentes dessa superioridade. E aqui está infelizmente errado.
Os portugueses não são avessos à liberdade por desconhecerem os respectivos benefícios. Os portugueses são avessos à liberdade por conhecerem as respectivas desvantagens – e as vantagens da atitude oposta. Na medida em que deposita o destino nas mãos de cada um, a liberdade implica responsabilidade, risco e uma trabalheira desgraçada, em suma exactamente aquilo que o português evita, ou procura evitar, ao roçar-se diligentemente no Estado.
Menos esperançado que o Telmo, e para o final de um texto tipicamente admirável, o Vítor nota o ponto: “não basta o ‘argumento da superioridade moral do individualismo’”. Mais esperançado que eu, supõe que “a demografia envelhecida e a falência do Estado obeso farão mais pela necessidade de mudança que qualquer acção que os liberais possam directamente promover.”
É raríssimo divergir do Vítor. Logo, aproveito a oportunidade. Mesmo velhos e falidos, duvido que os portugueses culpem o socialismo mitigado ou demolidor em que intermitentemente vivemos. A culpa da derrocada final, se não for do Espírito Santo, será como sempre atribuída a outra força externa qualquer, empenhada por razões obscuras no enxovalho deste valoroso povo. Em parte, aceita-se: quem não se sente capaz de cuidar de si, não se sente forçado a assumir desvarios. O que não se devia aceitar é que os principais culpados, os manhosos senhores que instigam a dependência para reinar sobre multidões submissas, permaneçam invariavelmente impunes.
Ignoro se os portugueses são subordinados cá dentro porque Portugal o é lá fora ou se Portugal é subordinado lá fora porque os portugueses o são cá dentro. Também ignoro se a ancestral pobreza de espírito advém da ancestral pobreza material ou se acontece o inverso. Porém, acredito que, privados de um vestígio de emancipação, somos presa fácil de pantomineiros vários. Acredito que os pantomineiros de hoje desceram a um descaramento inédito. E acredito que o descaramento dos que mandam é proporcional à vassalagem dos que obedecem. Quando, no dia seguinte a fingir comemorar a liberdade, a criatura que passa por primeiro-ministro informa o parlamento de que não lhe deve satisfações e a proeza não implica consequências, o nosso futuro é previsível.
Salvo os irremediavelmente patetas, os portugueses sabem que a liberdade de “Abril” é, no mínimo, um bocadinho fraudulenta. E sabem que a “justiça social” é um eufemismo para o controlo da economia por uns tantos. E sabem que a retórica das “causas” é um projecto de lavagem cerebral. E sabem que o regime é propriedade de grupos, grupúsculos e “personalidades”. Simplesmente não querem saber. Os portugueses querem levar a vidinha sem sobressaltos, maçadas e vergonha na cara, promessas em que, por exemplo à semelhança de Salazar, a esquerda é exímia. Falar-lhes de liberalismo é um luxo inútil, uma excentricidade similar a descrever os méritos do casamento aberto a um membro do Estado Islâmico. O tipo olha-nos com desprezo, vira costas e regressa à rotina de cortar cabeças. Os portugueses não cortam cabeças, mas não têm a sua em grande conta.

sábado, 29 de abril de 2017

24 - antologia CTMAD - Hirondino Fernandes

Parâmio - Bragança
 

Nasceu em 7.6.1931 no Parâmio, concelho de Bragança. Concluída a instrução primária, ingressa no Liceu Nacional Emídio Garcia (Bragança). Em 1950 conclui o 7.° ano e matricula-se na Faculdade de Letras da UC. Em 1956 conclui a licenciatura. Aproveita esse fim de ano para fazer um curso de língua galega na Univ. Int. de Menendez Pelayo, Santander. Em Nov. 56 é nomeado prof. prov. do 8.° grupo, da Esc. Ind. e Comer. de Leiria. Aí, além das actividades docentes, foi incumbido de organizar a bibl. pelo que foi louvado pela Escola. Em Nov. 57 está em Bragança na Esc. Ind. e Comercial e em 1959 aí funda Presença (boletim). Em 1961 é nomeado para o Liceu de Bragança. Em Nov. desse ano obtém licenciatura em Filologia Românica na Fac. Letras da UC. Em 1962 inicia funções docentes na Esc. Ind. e Com. Brotero (Coimbra). Em 4.9.1964 toma posse do cargo de Director da Esc. Ind. e Com. de Bragança. Em 15.6.1965 é empossado como prof. efectivo da Esc. Tec. de Mirandela. Em 1965 é eleito deputado à IX legistura da AN. Em 7.6.1966 toma posse do lugar de Prof. Efectivo da Esc. Ind. e Com. de Bragança. Em 1974 é convidado para inspector adjunto da Inspecção Provincial de Educação de Moçambique. Não aceita. Em 13.8.1974 cessa funções como Director da Esc. Ind. e Com. de Bragança e regressa a Coimbra. Foi louvado pela sua actividade naquele estabelecimento de ensino. Em 1986 é nomeado Director do Gabinete de Audiovisuais da Esc. Sec. de Avelar Brotero (Coimbra).

É, inegavelmente, o autor Transmontano com maior número de obras publicadas, de entre os vivos. A mais representativa, por trabalhosa e importante chama se: Documentos (textos) Publicados, Série Documentos Bibliografia do distrito de Bragança (2 tomos), Bragança (1993), com 544 e 590 págs, respectivamente. No mesmo ano saíram mais 2 volumes: Ministério do Reino (ANTT), 242 pgs. e Desembargo do Paço (Repartição do Minho e Trás os Montes, maços 1 428), 284 págs. Igualmente de 1993 data: Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal). Em 1989 saíra: Estudantes do distrito de Bragança no Colégio das artes de Coimbra. Outra bibliografia: Aniversário a relembrar, 1980. Aprendemos a dizer. 1970. Audiovisuais (Os), o ensino da literatura e o Clube de Fotografia e Cinema da Escola Industrial e Comercial de Bragança, 1972. Bacharéis do distrito de Bragança que leram no Desembargo do Paço, 1987. Bibliografia do distrito de Bragança: Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal) e Monsenhor José de Castro, 1986. Caranguejolas daqui e dali, 1966. Cartas aos Encarregados de Educação, 1965, 1966, 1967. Cartas de amor populares, 1965. Cartas do Abade de Baçal a José Montanha, 1972. Cartas inéditas do Abade de Baçal, 1965. Contos de espanhóis, carções e ciganos (Parâmio, Bragança), 1981. Da cultura do linho cânhamo em Moncorvo, 1981. E eu a cuidar... 1984. Enquanto se lhe não pode dar mais. Entrevistas, 1970, 1973. Falar (O) de Guadramil, 1 Estudo lexical, 1967. Férias 86, em Vila Arçã, 1986. Foi assim que aconteceu... 1963. Folclore (O) do Parâmio. 1966. Hora (A). 1977, 1978. Imagem (A) e o som no ensino da literatura portuguesa, 1973. Inéditos do Abade de Baçal, 1974. Inquérito (O) linguístico Boléo no distrito de Bragança (ILB). 1987. Intervenções na Assembleia Nacional, 1966, 1967, 1968, 1969. Jogo (O) do pião. Contribuição para o seu estudo. 1971. Mais vale uma hora de sábio... ou O rifoneiro e o ensino.1973. Nomes de lugar, 1959. Novas Caranguejolas daqui e dali, 1973. Para a Bibliografia do distrito de Bragança: Nota prévia. 1981. 1. Manuscritos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. 1981. 2. Manuscritos do Arquivo da Universidade de Coimbra, 1982 1984. ?. Manuscritos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, 1982 1984. 4. Manuscrito , do Gabinete de Estudos de Arqueolo~ .ia e Engenharia Militar, do Arquivo Histórico Militar, do Instituto Geográfico e Cadastral, etc. 1984. Para uma bibliografia do distrito de Bragança, 1972. Parâmio i O). Apontamentos para um Visitante, 1983, 1985. Parâmio (O). Contribuição para o estudo da linguagem e etnografia da região Bragançana. 1961. Parole, Parole, Parole, 1973. Páscoa 87, em Vila Arçã, 1987. Regimento do celeiro comum de Freixo de Espada à Cinta, 1986. Religiosidade (A) do concelho de Bragança vista através da sua toponímia, 1983. Rifoneiro (O) e a alimentação, 1974. Saúde (A) e o rifoneiro de Bragança, 1970. Seara Hoje. (1, 2, 3). 1975, 1976. Um mestre que teima em se desconhecer, 1967. Um mestre que vai colaborar, 1967. Um pequeno curso, uma grande lição. Normas de conduta em sociedade extraídas do rifoneiro regional, 1969. Única (A) maneira, 1981. Verde pino, 1974. Virtude (A) da esperança. 1987.

23 - antologia CTMAD - Henrique Pedro

VALE SALGUEIRO - Mirandela


Henrique António Pedro, nasceu em Vale de Salgueiro, concelho de Mirandela, em 08.12.1947. É filho de José Luís Pedro (agricultor de Vila Nova de Monforte Oucidres, concelho de Chaves) e de Ana Joaquina Cadavez (doméstica, de Vale de Salgueiro). Fez a instrução primária na aldeia natal, concluindo em 1966, no Liceu Nacional de Chaves o Curso Geral dos Liceus. Em 1971 completa o Curso de Artilharia na Academia Militar em Lisboa. Em 1978 completa o Bacharelato em Matemática pela Faculdade de Ciências de Lisboa e nesta mesma faculdade conclui, em 1980, com 16 valores, a Licenciatura em Engenharia Geográfica. Domina, além da língua materna. o Francês. Inglês e Espanhol. Na Formação Profissional tirou o Tirocínio para Oficial de Artilharia em Vendas Novas na Escola Prática de Artilharia, o Estágio de Artilharia Anti Aérea e Costa, em Cascais; e o Curso de Topografia para Oficiais, no United States Army dos EUA. Fez ainda o Curso de Programação em Fortran na Fundação Calouste Gulbenkian em Oeiras; o Curso Geral de Comando e Estado Maior, no Instituto de Altos Estudos Militares; e vários cursos de informática sobre bases de dados e de sistemas. Entre 1980 1989 foi responsável e Chefe do Departamento de Cartografia Automática do Serviço Cartográfico do Exército. Foi Delegado do Exército no Conselho Coordenador de Cartografia. Esteve ligado à Fundação Calouste Gulbenkian, através da Partex, que detinha uma posição na Topsistema Fotogrametria e Cartografia, Lda, de que foi fundador e Director Geral, entre 1989.

Publicou ficção e poesia.



Transmontanos e alto durienses respondem à chamada


Os autores transmontanos, alto durienses, Beirões/transmontanos e amigos de Além Marão, estão a responder à chamada. Esta semana ultrapassou-se o número (70) previsto de participações a integrar na antologia a publicar pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa. Segue então a lista actualizada.


Nota: Nas listas anteriores em vez de Henrique Pedro, surge Henrique Neto. Assim como em vez de Alfredo Cameirão, surge Alfredo Caimerão. A maquinaria tem destas coisas. As nossas desculpas ao mirandelense Henrique Pedro e ao mirandês Alfredo Cameirão.

Actualizado em 2 de Maio de XVII.



sexta-feira, 28 de abril de 2017

22 - Antologia CTMAD - Guida Nunes

MONDRÕES - Vila Real

Guida Nunes nasceu em Mondrões, Vila Real, em 1952. Emigrou para o Rio de Janeiro, Brasil, onde realizou a sua formação intelectual, com uma licenciatura em Comunicação Social e outra em Direito. Exerceu o jornalismo naquele país por dez anos e é advogada em Portugal desde 1981. Publicou no Brasil, pela editora Vozes, "Rio, Metrópole de 300 Favelas"; "Catumbi-Rebelião de um Povo Traído" e "Favela-Resistência pelo Direito de Viver". Em Portugal, como edição de autor, "Cidadãos do Mundo - Cidadãos de Portugal?" e "Lavradores de Volfrânio"; e pela Editora Tartaruga: "Casa Minha - Vida Não", "Europa Escondida" e "25 sem Abril".

FLID - Festival Literário Douro

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

Ponte escrita - 2º encontro luso-galaico de escritores

CÂMARA MUNICIPAL DE VILA REAL
Grémio Literário Vila-Realense

1º Encontro de Associações Culturais e de Defesa do Património da Raia e dos Vales do Côa e Águeda


9h30 Recepção dos participantes

10h00 Abertura dos trabalhos pelo Presidente da RIBACVDANA

Intervenções:

10h30 Asociación de Amigos de Portugal en España (León)
10h50 Associação de Protecção da Natureza do Concelho de Trancoso (Trancoso)
11h10 ProMumenta – Asociación de Amigos del Patrimonio Cultural de León (León)
11h30 Erva-Prata - Associação para valorização do património natural e cultural das arribas do Douro (Figueira de Castelo Rodrigo)
11h50 Grupo Cultural e Recreativo dos Fóios 12h10 Coro Monteverdi de Cabrerizos 12h30 Almoço
 14h15 Abertura dos trabalhos pelo presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo, Dr. Paulo Langrouva
14h30 ADECOCIR - Asociación para el Desarrollo de la Comarca de Ciudad Rodrigo (Ciudad Rodrigo)
14h50 Plataforma RIONOR – Rede Ibérica Ocidental para uma Nova Ordenação Raiana (Varge)
15h10 Asociación de Frontera Tod@vía por una Vía Sostenible (Lumbrales)

15h30 Asociación Etnográ ca Bajo Duero (Zamora)
15h50 Academia Ibérica da Máscara (Bragança)
16h10 Asociación Cultural Rodericus (Ciudad Rodrigo)
16h30 Asociación Socio Cultural Vía de la Plata de San Pedro de Rozados (San Pedro de Rozados)
16h50 Associação de Desenvolvimento Local Terra do Lagarto (Vilar de Amargo)
17h10 Caminheiros do Águeda Associação (Mata de Lobos)
17h30 Apresentação do projecto: Côa: o Rio que nos Une (RIBACVDANA)
18h00 Debate
19h00 Encerramento pelo Vice-Presidente da RIBACVDANA e Director do Festival PAN / Morille.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

21 - antologia da CTMAD - Gilda Santos

IGREJA de BELVER - Carrazeda de Ansiães

Gilda Santos é Doutorado em Letras Vernáculas (Literatura Portuguesa) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) com a tese Uma alquimia de ressonâncias: O Físico Prodigioso de Jorge de Sena. Na mesma universidade obteve seu título de Mestre em 1980, com dissertação sobre a poesia de Camilo Pessanha. Realizou pesquisas de Pós-Doutorado junto à Universidade da Califórnia, Santa Barbara, USA, investigando o espólio de Jorge de Sena (1992, com bolsa do CNPq) e junto à Biblioteca Nacional de Portugal, examinando periódicos portugueses no período 1956-1974 (2005). Professora de Literatura Portuguesa nos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade de Letras/UFRJ de 1976 a 2006, quando se aposentou.
Organizadora do livro Cleonice: clara em sua geração
Foi professora de literatura Portuguesa na Faculdade de Letras /UFRJ e vice-presidente do Real Gabinete Português de Leitura (Centro de Estudos) – Rio de Janeiro, onde é também a Coordenadora-geral do PPRLB-Polo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras. Participa como Pesquisadora-Colaboradora no CLEPUL, da Universidade de Lisboa.
É uma transmontana na diáspora brasileira desde criança. Nasceu em Belver, Carrazeda de Ansiães


20 - Antologia CTMAD - Alberto Correia

SERNANCELHE


Alberto Correia é natural de Sarzeda, Sernancelhe, onde nasceu em 1942.
É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, possui ainda uma pós-graduação em Antropologia Cultural e Social pela Universidade do Minho e o Curso de Museologia pelo Instituto Português de Património Cultural.
Em 1984 foi nomeado para a Direcção do Museu Grão Vasco, cargo que ocupou até 2001, ano em que se aposentou.
Leccionou cadeiras de Museologia e Antropologia da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu, no Instituto Piaget e ainda na Universidade do Minho.
A convite da Câmara Municipal de Sernancelhe, criou em Várzea de Calde a Casa de Lavoura e Oficina do Linho - Museu etnográfico (2009), e no Santuário da Lapa, a convite do seu Reitor, criou o Memorial da Lapa –Museu Monográfico do Ex-voto (2010).
Foi distinguido pela Câmara Municipal de Viseu com a Medalha de Mérito Cultural em 1988 e pelo GICAV, no âmbito dos Prémios Anim’Arte, como “Personalidade do Ano”, em 1994.
É autor de diversas obras no domínio da Etnologia, Antropologia e História local. No domínio da Literatura Infantil o seu livro A Roda das Estações – obteve em 1981 o Prémio da Comissão Nacional do Ambiente como o Melhor Livro de Literatura Infantil sobre o Ambiente.
É ainda autor do livro Viajar com Aquilino Ribeiro, publicado na Opera Omnia.

Por terras de Leiria e Ourém

Por: Costa Pereira Portugal, minha terra
Mais um dia em cheio. Desta vez com almoço no antigo telheiro do José Afonso e da Beatriz Rata, meus cunhados de saudosa memória. Aconteceu graças a um convite que para esse efeito recebi da Maria dos Prazeres e do José Carlos Carreira, meus diletos sobrinhos que na cidade de Leiria são conceituados industriais no comercio livreiro e no da restauração. Com o mano Raul a recuperar de uma enfermidade fora da Bajouca, mas que o Carlitos foi autorizado a trazê-lo neste domingo a casa para almoçar em família, quem pôde juntou-se no telheiro para matar saudades e passar uns bons momentos a ouvir as peripécias do Raul sempre alegre e bem humorado. Desta vez um especial bem haja à Prazeres e ao José Carreira. Numa primeira ocasião hei-de retribuir com uma visita ao restaurante COURTESY MARGIN, Livraria Boa Leitura, mas nas roupas Lingerie Interioridades, não prometo.

 Para depois do almoço, com café nas Piscinas – Largo dos 13, já a Sãozita e Virgílio Alberto tinham plano feito que foi só respeitar e cumprir.
 Pelo andamento facilmente se adivinhava o destino, e não demorou a ser confirmado quando já junto do Altar do Mundo o carro apontou para a Casa do Clero Diocesano Leiria/Fátima. Era uma visita ao Sr. Padre Abel e a D. Rosa. É sempre com emocional alegria nossa e deles também arranjar oportunidades destas para conversar e recordar vivencias de velha e fraterna amizade
 Como de costume foi mais uma visita carimbada com “selo mistério”, que desta vez não contemplou o Pedrogão, nem a Pia de Urso, mas Vila Nova de Ourém, onde na Pastelaria Veneza se abancou e lanchou à maneira.
 Para além do lanche beneficiei de um rico passeio que me levou a rever uma terra que já não visitava há bastantes anos, e que entretanto se tornou cidade perdendo “Vila Nova” para ser apenas cidade de Ourém. E cá temos o grupo reunido com a Sãozita, D. Rosa, Padre Abel, o carequinha, a Madalena do Arménio e a Saudade Rata. Falta o fotografo, que se vê noutra.
 Terra muito antiga teve carta de foral em 1180, dada pela infanta D. Teresa de Portugal, Condessa da Flandres, filha do rei D. Afonso Henriques e da rainha Mafalda de Saboia.
 No regresso voltou a passar-se por Fátima para deixar os convidados. Depois vai de seguir em direcção aos Pousos-Leiria. Ali voltei a ser fotografo para apanhar, o Sr. Albano, o Virgilio, a Saudade, a D. Lúcia, a Sãozita e a Madalena.
 Em tempo pascal  não podia deixar de visitar e cumprimentar  a D. Lúcia e seu marido, Sr. Albano Rodrigues, simpático casal nosso amigo. Foi mais uma das surpresas deste domingo, 23 de Abril, e inicio da semana em que vou regressar à poluente capital deste país sem rei nem roca.

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