sábado, 18 de março de 2017

A corja


O mal deste país tem sido a mecânica medíocre que o tem movimentado há 43 anos a esta parte. Os “barões assinalados” por Luís Vaz, surgidos do Norte, da região de Trás-os-Montes, fundaram um condado, o Portucalense. Do condado surgiu o reino de Portugal fundado por bravos que já pertencem ao mundo da lenda como Gonçalo Mendes da Maia ou Fuas Roupinho, liderados por outro bravo, o jovem Afonso, o primeiro. Afonso III e Dinis marcaram esta dinastia com uma administração justa e um desenvolvimento peculiar. Na época dos Descobrimentos, um país minúsculo fundou um império global porque os seus comandantes eram incorruptiveis. A primeira república foi o que se viu. Corruptos à descrição, vigaristas e assassinos num sem número. Os anos do Doutor Salazar foram o que foram e os 43 de democracia também.
No apogeu da época democrata, a corrupção e a bandidagem estão à vista. Alimentadas por uma seita de comentadores que nada dizem, mas manipulam o vulgo como convém.
Algum destes senhores leu o comunicado da Procuradoria Geral da República acerca dos prazos para a conclusão da Operação Marquês? Pelos comentários que se seguiram, o vulgo é confrontado com esta conclusão: nenhum o leu!
As citações da procuradora, Drª Joana Marques Vidal são claras: “O Ministério Público já analisou suficientemente muita prova recolhida, podendo efectuar um juízo sobre a mesma, uma vez que se encontra solidificada”. Mas a procuradora é incisiva no texto que não vamos aqui transcrever. Remata assim: “O pedido de prorrogação do prazo concedido para a conclusão da investigação e da redacção do despacho final mostra-se justificado e deverá ser atendido.
Bendita procuradora!
Mas esta seita que por aí abunda de comentadores não leu o comunicado. Por essa razão vomitam baboseiras que lhes permite encher as algibeiras. Num país decente 90% desta malta seria despedida. Mas, presentemente, não estamos num país decente, estamos numa república das bananas.
Caríssimos comentadores, num país decente não importa o tempo que os investigadores levam, o que importa é prender a ladroagem
Madoff, nos Estados Unidos da América, foi investigado durante oito anos. Oito anos, meus caros – comentadores da treta. 

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