terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Academia de Letras de Trás-os-Montes com eleições em Julho


BARROSO da FONTE
Decorreu no último sábado de Fevereiro, na sua sede, em Bragança, a Assembleia Geral da Academia de Letras de Trás-os-Montes, presidida pela  primeira Secretária Assunção Morais, por doença do Presidente António Monteiro. Marcaram presença cerca de vinte associados e  foram debatidos os cinco pontos agendados, em tom cordial e colaborante. 
 Antevia-se  uma sessão agitada pelo facto de se encontrarem demissionários três dos cinco membros da Direção, o que poderia pressupor que houvesse mau relacionamento entre eles. Mas nada disso. Pelo contrário registou-se um clima de solidariedade e de tolerância que dignifica a classe e desvanece  qualquer dúvida.
  Mais do que uma assembleia geral  que tratou todos os pontos agendados com inteira liberdade e profundidade, em todos os presente se notou predisposição para levar por diante os fins para que foi criada esta instituição cultural que visa promover o diálogo entre todos aqueles que fazem da escrita uma necessidade intrínseca de extravasar o que lhes vai na alma criadora.
 No relatório do triénio anterior leu-se que : «as eleições foram antecipadas para evitar o ruído ante e pós eleitoral e, sobretudo, por ter ainda em exercício de funções o executivo autárquico que, sem os perigos anunciados por alguns no debate pré-eleitoral de há três anos, neste mesmo espaço, soube ajudar-nos, desobrigando-nos, e nos deixou exprimir longe de uma qualquer respiração assistida».
 Nesse mesmo relatório trienal assinado pelo Prof. Doutor Ernesto Rodrigues diz-se mais: ...cumpre recordar ter sido Jorge Nunes o elemento propulsor da nave que, agora, vamos a bordo, com responsabilidades acrescidas face à melhoria de condições e à reflexão para que este triénio inaugural já serviu».
   O CF invoca este introito para recordar que nem o primeiro, nem o segundo mandatos diretivos conseguiram cumprir os três anos que os estatutos da Academia preconizam. De facto os corpos sociais para o terceiro mandato e, no mesmo dia, empossados, foram eleitos em 6 de Junho de 2015. Como «não há duas sem três», também o segundo que foi antecipado pela morte do saudoso Amadeu Ferreira, ocorreu sem que houvesse uma pausa para refletir e possibilitar o conhecimento direto dos associados. Entendemos que os associados ainda se conhecem mal. E para constituir elencos diretivos, deverá haver mais abertura, mais diálogo e mais conhecimento pessoal.
Nos quase sete anos da existência da Academia, verdadeiramente, ainda não foi possível cumprir um mandato completo,  não só devido a fatores exógenos, mas também por insuficiências sensíveis nos Estatutos que, em matérias importantes, são omissos.
 No mandato em curso essas omissões poderiam ser suprimidas, sem violar a espaço temporal, se, em vez de cinco elementos na direção e três em cada um dos restantes órgãos, houvesse, pelo menos, mais dois elementos suplentes. Um regulamento interno que se impõe, caso os estatutos não sejam revistos, permitirá que em todos os três órgãos sejam eleitos membros suplentes.
  Apesar de elevar de 104 para 180 o numero de membros efetivos e de encerrar a gerência do ano de 2016, com um saldo positivo de 4.764 euros, o Presidente da Direção, deixou perceber que não estavam reunidas as condições para levar o mandato até ao fim. Face à situação, a Presidente da Mesa da assembleia, colocou o problema à consideração geral, manifestando-se maioritariamente contra a cessação imediata, com o receio de que tal desfecho pudesse ditar o fracasso do plano de atividades, já em curso, como por exemplo, a apresentação da coletânea de 40 poetas de hoje e a organização do Festival Literário de Bragança. Por outro lado, a presidente da Mesa propôs e foi bem sucedida que os demissionários vice-presidente José Mário Leite e a tesoureira Maria Idalina Brito, continuassem a dar  o seu apoio para que não inviabilizassem o normal funcionamento da Academia, até aos fins de Julho, data em que decorrerá a nova Assembleia geral, cujo principal objetivo consistirá em eleger novos corpos sociais para o próximo triénio: 2017-2019. Daqui até lá, a Presidente de Assembleia Geral, que dirigiu, exemplarmente, as funções, terá a seu cargo o processo eleitoral.
  Finalmente a Assembleia Geral da Academia aprovou, como sócios honorários, pelo que são, enquanto autores e pelo que representam enquanto dirigentes, os cinco seguintes membros: 
     Dr. Abel de Lacerda Botelho, licenciado em Direito e, Fundador e Presidente honorário da Fundação Lusíada e da Ordem de Ourique; Dr. Fernando Guilherme Aguiar-Branco, licenciado em direito e Presidente honorário da Fundação Engenheiro António de Almeida, com sede no Porto, sendo também Transmontano esse patrono; Drª Laura  Afonso Rodrigues, viúva e diretora do Museu de Arte Nadir Afonso, com sede em Chaves; Maria Eugénia Silva Neto, viúva do Dr. Agostinho Neto, líder da República Popular de Angola e dirigente da União Angolana de Escritores e da Academia de Letras de Angola; Drª Maria Isabel Viçoso, Presidente da Grupo Cultural Aquae Flaviae e diretora da Revista que tem o mesmo nome, com 54 edições, que fazem dela uma das revistas culturais mais prestigiadas da Lusofonia. 
                                                                                      

2 comentários:

  1. Gostaria de conhecer os Estatutos dessa Academia, porque o Google apresenta uns Estatutos, a que les faltam dois ou três artigos, quase no final.

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  2. Pois. Mas para isso terá de contactar a Academia, cujos contactos encontra facilmente online. Ou, pesquisar neste blogue que creio, já os publicámos há uns três anos.

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