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| JORGE LAGE |
Os tempos não são os melhores para a cultura regional e local e
muito menos para a edição e venda de livros. Os bons livros vendem-se menos
porque se fazem livros «por dá cá aquelas palhas». Não basta escrever 50, 100,
200, 300 ou 500 páginas, é preciso que o conteúdo de cada obra interesse e dê
prazer a um conjunto de leitores. Quando assim não acontece, os leitores
sentem-se enganados e acabam, também, por não comprar as boas obras. Depois, há
muitos municípios que apoiam a edição de livros que nada dizem a quem os leva
para casa, ainda que oferecidos. Para além destes leitores, há os pendura que
estão à espera de uma oferta ou pedem-na mesmo, esquecendo-se que a edição de
livros, tecnicamente bem-feitos pelas tipografias, custam dinheiro que é
preciso pagar. Por isso, para mim, um dos momentos mais dolorosos na feitura do
livro, surge depois da paginação e da composição da capa. Quando digo à
tipografia para o imprimir entro numa tristeza tal que parece que carrego o
mundo às costas, chegando mesmo a desejar que à minha frente estivesse um
buraco onde me pudesse meter. Bem, tenho tanto respeito por quem compra um
livro meu que não me canso dizer: - veja primeiro o livro! Dê uma espreitadela
e se gostar do tema é que deve comprar. Assim, quando informo o local em que
podem encontrar o meu livro, não digo para o irem lá comprar, mas para o irem
ver e consultar ou folhear. Quem vive em Mirandela ou está por perto, pode
consultar o meu novo livro na «Livraria Cristina». Com o aproximar do Natal
poderá ser uma boa prenda para um familiar ou amigo. Pelo menos será um livro
raro. Mas queria falar-vos das minhas apresentações do meu livro «Maria
Castanha – Outras Memórias», que só ainda foram quatro. A próxima, apresentação
vai ser, em Vila Pouca de Aguiar, na Biblioteca Municipal e a convite deste
Município. O livro será apresentado pelo Professor José Hermínio da Costa
Machado, dia 7 (sete) de Dezembro, quarta-feira pelas 21H00, e só a sua presença
já é garantia de um bom, bem-humorado e animado momento cultural. Apoiam esta
iniciativa, de entrada livre, o Município e a Livraria Aguiarense. Por isso,
amigo leitor, se aconselhar os amigos ou conhecidos que vivam na região de Vila
Pouca de Aguiar a marcarem presença vão dar o tempo por bem empregue. Há
momentos na vida que são únicos e que nos aconchegam a alma. Tome nota, amigo
leitor, e divulgue pelos seus amigos e conhecidos.
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